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terça-feira, 13 outubro, 2026

Acidentes domésticos ficam mais frequentes em janeiro

 

Criançada em casa e a curiosidade típica da idade podem ser as causas, além de brincadeiras nada esportivas

Os meses de dezembro e janeiro é a época do ano mais esperada pelas crianças, mas podem se tornar um terror para os pais e responsáveis. Isso porque a atenção e os cuidados devem ser redobrados com os pequenos em casa, já que acidentes domésticos são comuns e uma das principais causas de morte de crianças até nove anos, segundo o Ministério da Saúde.
Somente em janeiro o Hospital Universitário (HU) registra uma média de 30% de atendimento relacionados a acidentes domésticos, como queimaduras, quedas, cortes, fraturas. Diferente de outros meses, em que casos relacionados para esse tipo de atendimento ficam entre 5% a 10%.
De acordo com a médica pediatra do HU, Rosa Estela Gazeta, é comum nessa época os atendimentos para casos de acidentes domésticos aumentar. “Janeiro é uma época em que as crianças tendem a ficar mais tempo em casa, e muitas vezes os pais ou responsáveis não conseguem dar a atenção necessária para evitar esses casos”, diz.
A pediatra ainda diz que cada idade apresenta ocorrências diferentes. Crianças mais novas, de até 3 anos, é mais comum casos de intoxicação – por produtos de limpeza, plantas e remédio – acidentes na cozinha e afogamentos.
Para os mais crescidos, de 7 a 14 anos, os casos mais recorrentes são de quedas e atropelamentos. “Por ser uma fase em que a criança e o adolescente já estão mais independentes para sair de casa e brincar na rua, seja de bicicleta, skate ou futebol, os casos de queda, fratura e até atropelamento são mais comuns”, explica a pediatra.
Para evitar os casos de acidentes, Rosa aconselha para que os responsáveis estimulem os pequenos a brincadeiras que não envolvam tanto risco. “Atividades que podem ser feitas dentro de casa são sempre uma boa opção para manter as crianças seguras. Mas, se não tiver como, equipamentos de proteção e atenção redobrada são a melhor maneira de prevenção”, recomenda.


Como evitar os acidentes
Queimaduras – Esses casos necessitam de atenção especial. Normalmente, a queimadura ocorre ao lado do fogão, quando crianças derrubam panelas e seu conteúdo sobre o corpo. Deve-se evitar cabo de panela voltado para fora do fogão, brincadeiras com álcool e fogo e também o uso de fogos de artifício.
Afogamentos – Para bebês e crianças pequenas, até baldes, banheiras e vasos sanitários podem oferecer riscos. Um adulto deve sempre supervisionar as crianças e adolescentes onde houver água; é primordial cercar piscinas em casas onde há crianças.
Quedas – Além de observar e fornecer orientações de comportamento e segurança para as crianças, os pais devem tomar providências como usar protetores nas tomadas e nas quinas dos móveis; não deixar cadeiras, camas e bancos perto de janelas; providenciar antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões.
Intoxicação – Em casos de ingestão de substâncias tóxicas, a primeira providência dos pais deve ser levar a criança para uma emergência hospitalar, para que os profissionais identifiquem a substância e o tratamento que será adequado para aquela situação.
Brinquedos – Na hora de escolher os brinquedos, considerar a idade e o nível de habilidade da criança, seguindo as recomendações do fabricante. Procurar brinquedos com o selo do Inmetro. Ficar atento a brinquedos que podem oferecer risco de engasgamento (peças pequenas para bebê e as crianças menores), de estrangulamento (correntes, tiras e cordas) e de corte (pontas, bordas afiadas).
No carro – É importante tomar cuidados para que crianças sejam transportadas no carro de forma segura. Bebês de até 1 ano devem ser transportados no bebê-conforto, no banco de trás, voltado para o vidro traseiro, segundo o Código de Trânsito Brasileiro; crianças de 1 a 4 anos devem ser transportadas em cadeira especial no banco de trás, voltada para frente; crianças de 4 a 6 anos, devem usar os assentos de elevação (boosters), com cinto de segurança de três pontos, e serem conduzidas sempre no banco traseiro. Após os sete anos e meio, as crianças, no banco de trás, podem usar apenas o cinto de segurança de três pontos. Por lei, só é permitido sentar no banco da frente a partir dos 10 anos de idade e com cinto de segurança.

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