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terça-feira, 13 outubro, 2026

Prefeitura não consegue explicar mudanças na Saúde

Durante sua campanha eleitoral, Luiz Fernando afirmou que daria prioridade à Saúde. Mas agora não explica como

Antes mesmo de assumir a Prefeitura, Luiz Fernando Machado enfatizou em suas reuniões, apresentação de secretários (hoje gestores) e entrevistas, que o setor da Saúde teria prioridade em seu governo. Ao assumir, tratou de criar uma tropa de choque para estudar os problemas do Hospital São Vicente e encontrar soluções para eles.
A ida do médico Vagner Vilela para a Secretaria de Saúde (agora plataforma) foi uma das tentativas de dar impulso à administração hospitalar – Vagner vem do bem sucedido grupo Sobam, dono do Hospital Pitangueiras. Algumas coisas ficaram no ar.
Ventilou-se a possibilidade de se entregar o funcionamento das UPAs (unidades de pronto atendimento) ainda não concluídas a organizações sociais, nos moldes de funcionamento do Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Não é um bom exemplo – o AME vai de mal a pior, mas isso é problema do governo do Estado.
Com base nas afirmações do próprio prefeito e das informações que circularam em seguida, o Jundiaí Notícias formulou três perguntas a Luiz Fernando, que foram respondidas de forma inconsistente – se é que podem ser consideradas respostas – pela assessoria de Imprensa da Prefeitura.
As perguntas foram: Como ficará a situação das UBSs? Há rumores que a contratação de novos funcionários para as UBSs se dará por meio de Oscips. Isso é verdade? Caso seja verdade, quais setores serão entregues?
As respostas não foram objetivas. Começa explicando que “o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo é filantrópico, conveniado à Prefeitura, para prestar assistência médico-hospitalar ao usuário do SUS…” Até as pedras sabem que o São Vicente é filantrópico, algo inserido em seu nome: hospital de caridade. E nada havia sido perguntado sobre ele.
Sobre a rede de atendimento, parte da nota diz o seguinte: “A Prefeitura de Jundiaí, por meio da Unidade de Saúde, qualificará toda a rede de atendimento, mesmo porque o setor recebe atenção prioritária da atual gestão.  A rede de média e alta complexidade do município é composta por dois hospitais, sendo um hospital geral de alta complexidade e um hospital materno infantil, 4 Pronto-Atendimentos, um adulto 24 horas e três adulto e infantil 12 horas. Além dos equipamentos já citados, conta com 10 ambulatórios de especialidades médicas e de terapias, além de entidades conveniadas que prestam assistência à rede SUS municipal. A rede de atenção básica é composta por 37 Unidades Básicas de Saúde”.
Por fim, a nota tem outra afirmação que não tem nada a ver com as perguntas enviadas: “A rede de Atenção Básica do município será fortalecida e reafirmada como porta de entrada preferencial do sistema de saúde municipal, no qual terá o papel de coordenadora e ordenadora do cuidado em saúde prestado ao usuário da rede de saúde de Jundiaí”.
Resta agora esperar as conclusões da comissão – ou tropa de choque – criada para ver e resolver os problemas do Hospital São Vicente, eternamente deficitário, que é propriedade dos Vicentinos, e onde a Prefeitura despeja mais de R$ 100 milhões por ano. Dinheiro mais que suficiente para a construção de um novo hospital, que poderia ser inteiramente cuidado e administrado pela Secretaria de Saúde. E de hospital o secretário entende.

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