Na semana em que comemorou lucro recorde da empresa e o fim dos efeitos da crise hídrica que abalou São Paulo, especialmente nos anos de 2014 e 2015, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, 69 anos, afirmou ser necessário um pacto social por uma nova tarifa de água e esgoto no Estado.
Segundo a proposta, ainda a ser encaminhada à agência reguladora, uma conta de água mais cara para a classe média, por exemplo, permitiria ampliar os investimentos e resolver num prazo menor o déficit de saneamento – hoje 31% das moradias ainda não contam com tratamento de esgoto.
“Se alguém precisa pagar menos porque é carente, aqueles que podem devem pagar mais. É absurdo que eu, morando em um flat, pague R$ 44 de água. Para a classe média, o custo da conta de água é muito baixo. Mas não é para as famílias carentes”, afirmou Kelman.





