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sexta-feira, 9 outubro, 2026

Buracos na Marginal do Rio Jundiaí preocupam motoristas

Há trechos praticamente intransitáveis. Na segunda-feira, três carros tiveram pneus estourados no mesmo buraco
A Marginal do Rio Jundiaí, que liga Jundiaí a Campo Limpo, está se tornando um pesadelo para os motoristas. Esburacada, e com trechos sem defensas, tem sido palco de acidentes (alguns fatais) e quebras mecânicas. E a Marginal é marginal mesmo – até agora nenhum vereador ousou dar-lhe algum nome nas três cidades por ela servida.
As prefeituras fazem o que podem para tentar manter a estrada em ordem. Mas sua manutenção custa caro. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) é ausente, omisso – não move um trator sequer para ajudar na conservação. A Marginal é, na realidade, mais um abacaxi que o Estado entregou aos prefeitos.
A estrada recebe muito tráfego. Carros particulares levam gente que mora em Jundiaí e trabalha em Várzea e Campo Limpo – e vice-versa. Os ônibus, tanto os de linha quanto os fretados, ajudam a entupi-la. E os caminhões fazem sua festa – é o melhor caminho para se fugir da balança, o que evidencia excesso de peso nos mesmos.
A estrada também é perigosa por causa dos abusos. Motoristas de ônibus, que a usam diariamente, conhecem bem onde estão os radares de velocidade – trechos onde afundam o pé no freio. Nos trechos sem radares, afundam o pé no acelerador, e ai de quem estiver na frente.
Com as chuvas, apareceram os buracos – alguns já existiam. Como a camada de asfalto não é tão espessa, juntam-se os fatores ideais para o esburacamento: o diesel, que é solvente do asfalto, se derrama pelos tanques cheios de ônibus e caminhões nas primeiras horas do dia; com o asfalto mole, os pneus começam a arrancar as pedras; feito o primeiro buraco, na condição de buraquinho, a água se infiltra. Em pouco tempo o buraquinho vira buracão.
Desviar é complicado. Se houver muita água na pista é difícil distinguir onde está o buraco. Se visto, ir para que lado? Num está o rio, noutro o mato – não há acostamento decente. Na segunda-feira, três carros estouraram seus pneus – um deles a roda também – num mesmo buraco. Em alguns trechos há defensas metálicas no lado do rio. Noutros, nada.
Uma das soluções – já pensada e planejada – é esticar a avenida dos Ferroviários, que hoje termina na Agapeama, até Várzea. Mas isso custa caro. Outra solução seria o governo estadual, via DER, assumir o abacaxi. Prefeitos não sabem mais donde tirar dinheiro para cobrir despesas empurradas pelos governos estadual e federal.

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