Só no segundo semestre de 2016 aconteceram 18 feiras irregulares em Jundiaí. Documento tem 400 assinaturas
São feiras de todos os tipos. A mais conhecida é a da madrugada, feita por comerciantes do Brás (Capital), que saiu de São Paulo em busca de clientes em todo o estado. Em cada cidade que passa, o desastre no comércio local fica evidente. Outras também são comuns, como as de malhas – e já se prevê uma para daqui a um mês.
De julho a dezembro do ano passado Jundiaí recebeu 18 feiras do tipo. No entender dos comerciantes, o prejuízo passa de milhões. Por causa disso, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sincomércio reuniram 400 assinaturas num documento para tentar colocar um freio nessa farra.
“Essas feiras acontecem sempre nos finais de semana, explica Edison Maltoni, presidente da CDL e Sincomércio. Quem nelas trabalha tem carga horária acima do permitido. O ambiente em que acontecem não é seguro, e o comprador não tem garantia de nada”.
O ambiente inseguro é fácil de ser constatado. Numa das feiras de madrugada que aconteceu no Novo Horizonte, foi usado um terreno, onde foram instaladas as barracas. Havia fiação elétrica exposta, falta de sanitários e o próprio terreno era desconfortável às pessoas.
“Além de tudo – continua Edison – quem traz as feirinhas não recolhe um centavo de imposto, vende sem nota, não dá garantia, e pior, a maioria do que é vendido é produto falsificado. E assim conseguem vender barato, dando ao consumidor a ilusão de economia”.
Em algumas cidades, os organizadores dessas feirinhas usam uma estratégia caridosa para que prefeitos façam vista grossa para o negócio – destinam parte da renda (que ninguém confere) para uma entidade assistencial. Essas doações são ínfimas se comparadas com os lucros das feirinhas, mas travestem a história com amor ao próximo.
“Toda vez que se instala uma feirinha desse tipo na cidade todo mundo sai perdendo, diz Edison. A cidade, que deixa de recolher impostos, o comércio legal, que deixa de vender, e o próprio consumidor, que é enganado de todas as formas”, conclui.





