Quando registraram as candidaturas declararam uma coisa ao TSE. Na posse, outra coisa para a Câmara. Nem todos
No ano passado, quando fizeram seus registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos a vereador precisaram declarar seu patrimônio. Os que foram eleitos precisaram entregar, antes da posse, a declaração de patrimônio. Em tese, seria uma repetição do que foi declarado à Justiça Eleitoral.

Mas não foi o que aconteceu à maioria. Alguns apresentaram declarações com pequenas diferenças; outros, com diferenças gritantes. Outros apresentaram declarações que traduzem uma situação de extrema pobreza.
Pobreza declarada é o caso de dois vereadores – Arnaldo da Farmácia e Romildo Antonio. Arnaldo declarou em 2012, quando não foi eleito, que tinha patrimônio de R$ 50; em 2016 declarou ao TSE e à Câmara zero de patrimônio. Romildo declarou zero também em 2012, ao TSE em 2016 e à Câmara, depois de eleito.
O suplente Irmão da Lojinha é outro caso. Em 2012 (não foi eleito) declarou patrimônio zero ao TSE; em 2016, declarou R$ 243 mil – dois meses depois, declarou à Câmara R$ 353 mil. Cícero da Saúde também mudou de idéia – patrimônio de R$ 104.286,41 para o TSE e R$ 185 mil para a Câmara.
Pelas declarações oficiais, Valdeci Vilar deve estar empobrecendo. Ao TSE declarou em 2012 patrimônio de R$ 514 mil, e foi eleito. Em 2016 declarou R$ 188 mil, que mudou para R$ 200 mil na declaração à Câmara. Cristiano Lopes é outro caso de mudança: ao TSE declarou no ano passado patrimônio de R$ 356 mil; na declaração a Câmara esse patrimônio saltou para R$ 625 mil.
As declarações são oficiais, feitas pelos próprios candidatos/vereadores e são públicas. Estão no site do Tribunal Superior Eleitoral e foram publicadas pela Imprensa Oficial de Jundiaí.





