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terça-feira, 6 outubro, 2026

Sessão tumultuada mostra despreparo de alguns

Vereadores aprovaram projeto da Escola sem Partido. Ideologia de gênero também está proibida
Na mesma semana em que um vereador jundiaiense interfere na Organização das Nações Unidas (ONU) – calma, não se trata da encrenca entre EUA e Coréia do Norte – a Câmara aprovou dois polêmicos projetos de lei. O primeiro, o que cria a Escola sem Partido; o segundo, que proíbe a ideologia de gênero nas escolas da cidade.
Foi uma sessão tensa e tumultuada. Faltou pulso ao presidente Gustavo Martinelli para manter a ordem, em que pese o exagero das manifestações de professores, contrários à Escola sem Partido, grupos LGBT e o pessoal do Movimento Brasil Livre (MBL), que praticamente dominou as manifestações. Até um trio elétrico o MBL trouxe para a noite.
Não faltaram também atritos entre vereadores. Edicarlos Vieira (aquele que quer ver Jundiaí florida) queria falar a todo custo, e perguntado pelo presidente baseado no que, não soube responder. O tumulto foi tanto que houve até pedido para que o presidente esvaziasse o plenário.
O projeto da Escola sem Partido foi apresentado por Antonio Carlos Albino, que, ante a possibilidade da OAB pedir ao Ministério Público sua inconstitucionalidade, foi bem claro: “Não cabe à OAB decidir pela constitucionalidade e sim ao Poder Judiciário”. Marcelo Gastaldo, autor da proibição da ideologia de gênero, se deu por satisfeito com a aprovação do projeto.
E sobre a interferência na ONU: Rogério Silva apresentou moção contra a posição do Brasil sobre questões discutidas nas Nações Unidas. Assim, o mundo respira mais aliviado – não haverá mísseis de Kim Jong-un sobre Jundiaí.

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