publicidadespot_img
21.5 C
Jundiaí
sexta-feira, 6 novembro, 2026

Campo Limpo aposta na GM para garantir segurança

Um dos setores mais preocupantes nas cidades brasileiras é a segurança pública. A média de criminalidade tem subido ano a ano, e a população cada vez mais se sente insegura. Mas como os municípios fazem para resolver esse problema? Com o aumento da criminalidade e a defasagem das polícias Militar e Civil, a solução tem sido investir nas guardas municipais, que recentemente adquiriram, por lei, o poder de polícia.
Em Campo Limpo Paulista, por exemplo, a GM é referência quando o assunto é segurança. Com quase 50 anos de existência, tem histórias e grandes ocorrências para contar. São milhares de veículos recuperados de furtos e roubos, e centenas de prisões de traficantes, ladrões, estelionatários e outros criminosos. Mesmo com toda essa eficiência, que já deu o título de terceira guarda municipal mais efetiva no Brasil, houve períodos não tão bons para a corporação.
A Guarda Municipal de Campo Limpo Paulista foi fundada em 4 de novembro de 1965 pelo ex-prefeito Adherbal da Costa Moreira. Mas foi só no ano de 1994 que a GM passou a ser uma instituição totalmente regulada por concurso e plano de carreira. Foi neste ano que o prefeito José Roberto de Assis homologou, via concurso público, 26 GMs, formando o primeiro pelotão, que até hoje possui guardas na ativa.
No ano seguinte, vendo a necessidade de ter mais policiais para suprir a demanda da população, o prefeito chamou mais 45 guardas do concurso realizado naquele ano. “Para a época, nós estávamos com o efetivo perfeito. Tínhamos 71 homens que garantiam a segurança da população na”, afirma Zé Roberto. No ano 2000, mais uma vez a Guarda Municipal admitia mais 16 integrantes, pela primeira vez com mulheres no quadro.
Desde então, não houve mais concurso e contratação de novos guardas, sendo que alguns antigos já estavam se aposentando. A queda do efetivo então começou a ser brusca. Em 2012, último ano de uma sequência de 16 anos de um partido no poder, a GM chegou a um efetivo de 47 guardas, ou seja, 40% a menos do que foi deixado em 1996.
“É um descaso com a segurança o que foi feito. Eu saí da administração pública em 1996 e deixei a Guarda Municipal com um efetivo suficiente para dar cobertura à população da época, ganhando um dos melhores salários da região, uma média de quatro salários mínimos. Daí eu volto 16 anos depois e encontro o efetivo reduzido e com o salário totalmente defasado, é revoltante”, lamenta o prefeito.
Após reassumir o governo em 2013, o prefeito José Roberto de Assis começou a trabalhar para dar nova cara para Guarda Municipal. De imediato, ele assinou com uma empresa o aluguel de quatro viaturas – dois carros e duas motos. “As viaturas que estavam trabalhando não tinham condições, todas viviam nas oficinas da prefeitura por conta de muito tempo de uso e desgaste. E, para se ter uma ideia, uma viatura tem vida útil de cinco anos, e tinha veículo com 13 anos ainda rodando totalmente sem segurança para nossos GMs”, observa o prefeito.
Agora em 2015, já com o comandante coronel PM Wagner Facchini de Bortolo, o prefeito faz uma grande reformulação na GM. A primeira ação foi deixar de fazer o Carnaval para investir na compra de três novas viaturas, modelo tático, hoje já ajudando a reforçar o policiamento no município. Além dos veículos, o prefeito também trouxe pela primeira vez para a corporação uma base comunitária móvel, que cada dia fica estacionada num bairro.
No último final de semana, após curso de formação, 16 novos guardas se juntaram ao efetivo. Além do aumento no policiamento, vai ajudar criar nova unidade da GM em Botujuru. O posto avançado, já na fase final das obras de reforma do prédio, será entregue agora em setembro.

Novo Dia
Novo Diahttps://novodia.digital/novodia
O Novo Dia Notícias é um dos maiores portais de conteúdo da região de Jundiaí. Faz parte do Grupo Novo Dia.

SUGESTÃO DE PAUTAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADEspot_img
publicidadespot_img
publicidadespot_img

Deixe uma resposta