Desde que foi lançada, em 1953, a revista Playboy fez furor. Destinada ao público masculino, sempre publicou fotos de mulheres nuas. No Brasil, algumas alcançaram recordes de vendagem, como a de Vera Fisher se depilando, ou a de Cláudia Ohana (que não se depilava) e até da jundiaiense Cida Marques, que apareceu na capa abraçada a Papai Noel.
Agora tudo pode mudar. Numa reunião com o fundador da revista, Hugh Hefner, o diretor Scott Flanders decidiu que a revista precisava mudar, se adaptar aos novos tempos. Então deixa de publicar mulheres nuas, para publicar fotos sensuais.
O próprio Hugh Hefner reconhece que a revista está ultrapassada. “Hoje os sites pornográficos oferecem de graça todos os tipos imagináveis de atos sexuais”, disse ele. E oferecem mesmo. Os dois maiores, o Red Tube e o X-videos são recordistas em acessos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a revista vendia 5,6 milhões de exemplares por edição em 1975 – hoje não passa de 800 mil. No Brasil, muita gente lia a Playboy por seu conteúdo editorial – ou pelo menos usava isso como desculpa.
O conteúdo editorial sempre foi elogiado – boas entrevistas, matérias polêmicas e até contos de escritores consagrados. Mas as fotos nuas eram seu forte e recheio das cadeias brasileiras, alegria em espera nos salões de barbeiro e decoração obrigatória em oficinas mecânicas.
Hugh Hefner ficou milionário, e dos bem excêntricos. Desfilava com as modelos, normalmente vestidas como coelhinhas, construiu mansões e criou um estilo de vida dos mais devassos. A revista serviu de inspiração para outras, na mesma linha, que, embora não vendendo tanto, também fizeram a alegria da molecada até há pouco tempo.





