publicidadespot_img
14.6 C
Jundiaí
quarta-feira, 16 setembro, 2026

Flávio Bolsonaro é alvo de escândalos

Candidato mais bem votado no RJ na corrida para o Senado, Flávio Bolsonaro (PSL) viu um de seus ex-assessores ganhar os holofotes em dezembro do ano passado. O ex-motorista Fabrício Queiroz foi citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão, entre saques e depósitos realizados de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

Queiroz trabalhou com Flávio por mais de dez anos e foi exonerado do gabinete do então deputado no dia 15 de outubro do ano passado, quando o chefe já tinha sido eleito senador.

Com a sequência das investigações, Flávio foi chamado a prestar esclarecimentos ao Ministério Público após o relatório também identificar também que, entre junho e julho de 2017, quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta do senador eleito, totalizando R$ 96 mil. A análise levantou suspeita de que funcionários dos gabinetes, inclusive o de Flávio, devolviam parte dos salários numa operação conhecida como “rachadinha”.

O relatório também aponta que Flávio fez um pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal.

Diante das denúncias, eis que surge um fator novo: A mãe de um dos denunciados na operação contra milicianos deflagrada nesta terça-feira (22) trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual.

Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega – que ainda é procurado -, aparece em relatório do Coaf como uma das remetentes de depósitos para Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio.

Raimunda, de acordo com o relatório do Coaf, depositou R$ 4,6 mil na conta de Fabrício Queiroz. Ela aparece na folha da Alerj com salário líquido de R$ 5.124,62.

A mãe de Adriano aparece nos quadros da Alerj desde 2 de março de 2015, quando foi nomeada assessora da liderança do PP, ao qual Flávio Bolsonaro era filiado. Saiu em 31 de março do ano seguinte, quando o deputado migrou para o PSC. Em 29 de junho de 2016, voltou à Alerj, dessa vez no gabinete de Flávio. Foi exonerada dia 13 de novembro do ano passado.

Mulher de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega também trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj, com o mesmo salário da sogra. Ela é listada na Alerj desde novembro de 2010 e foi exonerada junto com a sogra.

Em nota, o senador afirma que Raimunda Magalhães foi indicação de Fabrício Queiroz e que ele não pode ser responsabilizado por fatos até então desconhecidos.

“Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro.

A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz, que era quem supervisionava seu trabalho. Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão.

Tenho sido enfático para que tudo seja apurado e os responsáveis sejam julgados na forma da lei”.

Novo Dia
Novo Diahttps://novodia.digital/novodia
O Novo Dia Notícias é um dos maiores portais de conteúdo da região de Jundiaí. Faz parte do Grupo Novo Dia.

SUGESTÃO DE PAUTAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADEspot_img
publicidadespot_img
publicidadespot_img

Deixe uma resposta