A enxaqueca é uma doença cerebral, recorrente e hereditária que atinge uma em cada cinco mulheres, e um em cada 20 homens. Mas os dias de dor podem estar contados. Um novo medicamento a base de anticorpos pode ser a solução para quem sofre de enxaqueca.
Alguns tratamentos já existentes utilizam medicamentos de uso controlado que tratam de outras doenças como epilepsia e pressão alta, por exemplo. Isso se deu após pacientes que possuem as doenças e também eram enxquecosos, sentirem diminuir as fortes dores de cabeça.
Mas em novos estudos para encontrar uma solução e um tratamento mais eficaz para a enxaqueca chegaram a uma ideia inusitada: utilizar anticorpos para “enxugar” o excesso de CGRP (Calcitonin Gene Related Peptide) – o que causa a inflamação nas membranas que revestem o cérebro e leva à dor – no corpo.
Erenumabe, galcanezumabe, eptinezumabe, e fremanezumabe: esses são os nomes dos anticorpos para enxaqueca já liberados nos EUA e na Europa. O medicamento não será em comprimidos, será em substância ejetável nas veias, assim como a injeção de insulina, administrado pelo próprio paciente uma vez ao mês.
Nos EUA, o paciente paga o equivalente a R$ 19 mil por um ano de remédio, já com os descontos habituais para esse tipo de tratamento.
O mais próximo da aprovação no Brasil é o erenumabe. Em 17 de março de 2019, ele foi oficialmente aprovado pela Anvisa, e deve começar a ser comercializado ainda no primeiro semestre, mas as empresas responsáveis pelo remédio (Amgen e Novartis), ainda não informaram o seu preço final no Brasil. Vai depender da negociação com planos de saúde e agências do governo.
Os anticorpos não colocarão fim imediato na doença, mas já serão um alívio para quem sofre de enxaqueca, um resultado de menos tempo perdido e vida mais saudável e bem aproveitada.





