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sexta-feira, 11 setembro, 2026

ONU estabelece vínculos entre poluição do ar e mudanças climáticas

Vulcões em erupção, terremotos, tempestades de areia e meteoritos que se esmagam contra a crosta do planeta Terra são fenômenos naturais que podem causar mudanças climáticas e poluição do ar; os dinossauros talvez tenham se deparado com a extinção após um meteoro gigante ter levantado tanta poeira que a luz do sol foi bloqueada por décadas, reduzindo a fotossíntese e impedindo o crescimento das plantas.

Além dessas ameaças potenciais, o ser humano também tem contribuído com a poluição do ar e com o aquecimento global por meio de estilos de vida que usam recursos de forma intensiva. Produzimos e consumimos mais do que nunca e, como resultado, estamos gerando mais gases do efeito estufa, bem como poluentes, sob a forma de químicos e material particulado, incluindo o carbono negro.

Embora pareçam ser problemas diferentes, as mudanças climáticas e a poluição do ar estão intimamente interligadas, de modo que, ao reduzir a poluição do ar, também protegemos o clima. Os poluentes do ar incluem mais do que apenas gases do efeito estufa como o dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros. Mas existe uma grande justaposição entre esses tipos de substância: os dois interagem frequentemente um com o outro.

Por exemplo, o material particulado dos motores a diesel circula por todo o globo e acaba indo parar nos lugares mais remotos, incluindo as regiões polares. Quando esse tipo de poluição se deposita sobre o gelo e a neve, a calota fica levemente mais escura, refletindo menos luz de volta para o espaço e contribuindo para o aquecimento global.

As temperaturas ligeiramente mais quentes fazem com que as plantas na região subártica cresçam um pouco mais e, conforme elas crescem na neve, projetam sombras que, multiplicadas milhões de vezes, também escurecem a superfície da Terra, provocando mais aquecimento.

A boa notícia é de que mudanças imediatas nos níveis da poluição do ar também têm efeitos imediatos. Uma ação rápida para reduzir poluentes climáticos de vida curta e altamente potentes — como metano, o ozônio troposférico, os hidrofluorocarbonetos e o carbono negro – pode diminuir significativamente as chances de chegarmos a perigosos caminhos sem volta do clima, como a liberação irreversível do dióxido de carbono e do metano contidos no permafrost do Ártico, por meio do degelo.

Ao mesmo tempo, o ser humano deve continuar reduzindo a liberação de gases do efeito estufa de vida longa, como o dióxido de carbono. “Ao lidar com a poluição do ar, também lidamos com uma solução crítica, e fácil de implementar, para as mudanças climáticas. Poluentes de vida curta são negativos em todos os sentidos, e temos tecnologias e políticas comprovadas para reduzir a poluição do ar economicamente e imediatamente”, afirma o especialista em mudanças climáticas da ONU Meio Ambiente, Niklas

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