Pesquisadores da Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas, em parceria com a London School of Hygiene and Tropical Medicine, fizeram um estudo com quase mil brasileiros e constataram que, entre os pais, 16,5 deles estavam hesitantes em vacinar os filhos e 4,5% recusava totalmente a vacinação.
O estudo, publicado no periódico Caderno de Saúde Pùblica, da Fundação Oswaldo Cruz, chama a atenção para a hesitação em relação à vacinação, que está na lista de 2019 das ameaças à saúde global da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a entidade, a vacina é responsável por evitar anualmente a morte de 3 milhões de pessoas, a maioria crianças e idosos.
De acordo com os resultados da pesquisa, 21,3% dos pais de filhos menores de cinco anos estavam hesitantes em relação à vacinação de seus filhos e 1,7% se reusavam a vaciná-los, O grupo que demonstrou menores probabilidade de aceitar a vacinação era de pais menores de 25 anos de idade.
“Pais mais novos que não viveram épocas de grandes surtos tendem a deixar de acreditar que aquela doença vai se repetir”, conta em entrevista Marcelo Henrique Napimoga, coordenador do estudo e diretor de pós-graduação da São Leopoldo Mandic.
“O grupo dos pais solteiros foi ainda menos propenso a aceitar a vacinação: 54% deles não aceitavam esse meio. Isso pode ter a ver com a disponibilidade de tempo de levar o filho para vacinar, uma vez que os postos de saúde são abertos em horário comercial”, explica Napimoga.





