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sexta-feira, 11 setembro, 2026

Aeroporto de Jundiaí se tornou problema após concessão

Quase dois anos após o aeroporto de Jundiaí cair nas unhas do consórcio VoaSP, diretores de empresas aéreas nele sediado já sentem saudade dos tempos do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) – para muitos, o Daesp era incompetente, mas tinha diálogo. Com o VoaSP, os métodos são ditatoriais.

Os problemas se acumulam. Os investimentos previstos no contrato de concessão estariam atrasados há pelo menos um ano. O mato cresce, e já há lugares que mostram abandono. O pessoal do VoaSP não conversa com ninguém.

Pista do aeroporto de Jundiaí Vista aérea [aerial view of Jundiai, airport]

No começo do ano, por exemplo, o presidente do VoaSP, Marcel Moure, foi convidado a visitar Jundiaí. O encontro foi marcado para acontecer no Hangar 1, dirigido pela empresária Cleide Bazanelli, também presidente da Associação dos Usuários e Arrendatários do aeroporto. Para dar transparência à reunião, Cleide convidou sua diretoria a participar.

Marcel Moure chegou mudo e saiu calado. O que era para ser uma espécie de boas vindas acabou se transformando em saia justa. Em abril, outro problema. No dia 10 foi marcada na surdina uma simulação de acidente no aeroporto, para treinamento de socorristas. Todo mundo sabia, menos as empresas do aeroporto, que foram avisadas na última hora. Mas um aviso maroto, uma vez que a pista ficou interditada durante quatro horas.

Mais problemas. A VoaSP instituiu uma taxa de R$ 0,50 por litro de combustível – avgas ou querosene – o que levou as empresas a abastecerem em outros aeroportos. Em Jundiaí, o litro de gasolina de aviaçãoç (avgas) passa dos R$ 8 .

A VoaSP também cobra pelo estacionamento de aviões., O regulamento é outro – a cobrança só pode ser feita após três horas de permanência. Mas a cobrança é implacável. A concessionária cobra por aviões estacionados em hangares e pátios particulares. Acontece que as empresas já pagam pelo hangar.

O consórcio VoaSP ficou com a concessão de cinco aeoportos, incluindo Jundiaí. Os outros quatro, dentre ele o dos Amarais, em Campinas, também tem problemas. Sua pista chegou a ser alugada para uma empresa promover provas de arrancadas. Sem ninguém ser avisado.

A VoaSP levou o pacote por R$ 24,4 milhões em 2017. Prometeu investir quase R$ 94 milhões para melhorar os aeroportos. Na época, seu presidente era Othon Ribeiro, envolvido em doações ilegais para a campanhas anteriores do PSDB ao governo do Estado.

A VoaSP em Jundiaí não decolou. Se decolou, entrou em stol. As denúncias foram publicadas por uma das mais conceituadas revistas do meio aeronáutico, a Flap Internacional, na sua edição de número 560. A VoaSP não desmentiu. Adotou a mesma mudez que usa com as empresas instaladas no aeroporto de Jundiaí.

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1 COMMENT

  1. Não tem como impetrar um mandado de segurança, para discutir este contrato, e quem sabe romper com esta empresa, ela vai acabar com os aeroportos que ganhou esta concessão , isso é abusivo e não pode ficar 30 anos com esta concessão agindo desta maneira, isso é ilegal, criminoso, e constrangedor ao meu entender. Peguem uns advogados e tomem alguma providencia. Levem o caso para Ministério da Aeronautica

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