A falta de investimentos no setor de saneamento básico no Brasil tem acumulado números negativos. De acordo com estudo feito pelo Instituto Trata Brasil, divulgado na ultima quarta-feita (5), 38,3% de toda a água potável, tratada e prontas para uso, é perdida ou desperdiçada pelo caminho por conta de vazamentos ou “gatos” feitos pela população.
Indo além, esse número significa 6,5 milhões de metros cúbicos de água, equivalendo 7 mil piscinas olímpicas desperdiçadas por dia. O estudo ainda aponta que se for levado em conta apenas aos vazamentos, a água perdida seria suficiente para abastecer 30% de toda a população brasileira durante um ano – ou seja, 60 milhões de pessoas.
A perda de faturamento representou prejuízo de R$ 11,3 bilhões para o País – mesmo valor investido no setor em 2017.
O que tem ocorrido no Brasil é um aumento da produção de água para atender a população – ou seja, estão retirando mais água da natureza. O problema é que as perdas também aumentaram, conforme mostra os estudos dos últimos três anos.
Oitava economia do mundo, o Brasil tem indicadores piores que os de Bangladesh, Senegal, Uganda e Etiópia. Enquanto isso, 35 milhões de brasileiros ainda não são abastecidos com água potável – números que refletem a falta de prioridade que o setor teve nos últimos anos.
Medida provisória:
Apesar dos números negativos, a medida provisória que previa modernizar o setor de saneamento para atrair a iniciativa privada caducou esta semana, pela segunda vez consecutiva.
Em contramão, a MP foi transformada em projeto de lei e será encaminhado para análise do plenário.
Vale lembrar que para virar lei, a proposta terá de ser aprovada pela Câmara dos Deputados e sancionada pelo presidente da República.





