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terça-feira, 8 setembro, 2026

Banda de batalhão do Exército do Rio viraliza com versão de funk

Um vídeo com militares tocando um medley funk que inclui o clássico “Don’t stop the rock”, da banda Freestyle, circulou nas redes sociais nos últimos dias. A música, que foi base para a escola do funk carioca, faz parte do repertório da Banda do Imperador, uma turma de músicos do Exército que existe há 95 anos.

Com cerca de 100 pessoas, a banda tem uma listagem de 1.500 canções, entre músicas populares, clássicas, eclesiásticas e militares. O funk, sucesso nos anos 90, é executado geralmente em treinamentos da banda.

“A música foi escolhida porque nos ensaios nós ensaiamos grandes sucessos”, disse o tenente coronel Luciano Braga de Melo, responsável pelo batalhão.

O trabalho da tropa, na maioria das vezes, envolve apresentações musicais e cerimônias. Formaturas, recepção de figuras do Exército, desfiles, conclusão de cursos, confraternização e bailes são algumas das atividades desempenhadas pela Banda do Imperador.

Segundo o tenente-coronel contou que as apresentações da banda são requisitas entre as organizações militares do Rio. Os militares atendem os quartéis da Tijuca, Maracanã, São Cristóvão, Centro e da Zona Sul.

“A nossa média são duas missões por dia. A gente normalmente divide a banda no meio: uma parte vai cumprir a missão e a outra fica no adestramento. Tem muita demanda. Em média, cada organização tem uma formatura por semana”, disse Luciano.

Atualmente, a banda tem apenas uma mulher, que toca flauta transversal.

Desde a época império

O grupo musical foi criado por Dom Pedro I em 1822. Dos 800 homens escolhidos para compor o Batalhão do Imperador, 24 foram remanejados para a Banda do Imperador.

O batalhão acabou em 1831 e voltou em 1933, com o nome de Primeiro Batalhão de Guardas.

Atualmente, o grupo está sediado em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

Militares na tropa

A Banda do Imperador é formada apenas por militares. Eles já se inscreveram e prestaram concursos para as vagas específicas de música. A prova de habilitação prática é obrigatória para a função.

Um dos requisitos é o conhecimento prévio dos instrumentos. Militares de carreira podem ser enviados para qualquer banda no brasil, enquanto os temporários são enviados para os quartéis do Rio.

Apesar da maioria dos integrantes desempenharem funções diferentes das usuais do Exército, eles também podem usar armamento. “Eles realizam o teste de aptidão física, mas o viés da banda é o viés de músico”, explicou Luciano.

Outros militares que não têm especialização também podem entrar na banda quando há vagas ociosas. Segundo o tenente, o principal instrumento usado por eles é a corneta: “A gente identifica talentos e esse militar pode integrar a banda ocupando a posição de corneteiro”.

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