O case do rio Jundiaí, que voltou a ter vida após processo de despoluição, foi um dos destaques durante a discussão do Plano das Bacias PCJ 2020-2035, em audiência pública realizada pela Agência PCJ, na semana passada, na sede da Dae Jundiaí. 130 representantes da sociedade civil, entidades de classe e governamental participaram do encontro, que permitiu o debate sobre o documento.
O Plano das Bacias PCJ 2010 a 2020 já havia proposto a alteração de trechos do Rio Jundiaí de Classe 4 para Classe 3. “Agora, outros rios, de acordo com o município por onde passa, deverá a atender a determinados parâmetros, para que sigam o mesmo caminho do rio Jundiaí”, explica Eduardo Palhares, presidente da Dae.
Segundo ele, a participação da equipe técnica da Dae na criação do Cerju (Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí) e a construção de redes de esgoto e estações de tratamento foram essenciais neste processo. “Hoje, nosso desafio é manter o que conseguimos e chegar à classe 2. É um processo que envolve toda a população”, acrescenta.
Desenvolvido em quatro etapas, a elaboração do Plano das Bacias PCJ teve início em abril de 2018 e, agora, segue para aprovação em plenária dos Comitês PCJ. Após a audiência pública, o trabalho será avaliado pela Câmara Técnica de Planejamento e depois na Reunião Plenária dos Comitês PCJ.
“No meu ponto de vista, o Plano das Bacias é o produto mais importante desenvolvido pelos Comitês PCJ. Ele norteia as ações para que a vida e as atividades econômicas se desenvolvam com segurança”, defende o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera.





