Quem passa pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, deve ter notado mudanças desde que a chegada do coronavírus no Brasil. Os novos hábitos têm afetado a vida de passageiros e funcionários.
Novos equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras e luvas, foram incluídos ao uniforme dos trabalhadores. Da mesma forma que viajantes incorporaram itens as malas, como álcool gel e máscaras.
A preocupação com a epidemia do Covid-19 mudou o ambiente do aeroporto. Os passageiros adotaram as máscaras – cada vez mais comum nos terminais de embarque e desembarque – assim como o álcool gel, usado para higienização das mãos. Os dois itens se tornaram comuns nas bagagens.
Com esse comportamento o consumo de álcool gel disparou. Segundo estudo da Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, as vendas do produto cresceram oito vezes entre janeiro e fevereiro.
Funcionários
Com oito casos confirmados no País, profissionais com máscaras e luvas se tornou obrigatória no Aeroporto de Guarulhos, com uso se intensificando nas últimas duas semanas.
Tanto a máscara, quanto as luvas têm sido utilizadas pela maioria dos funcionários das áreas de atendimento, limpeza e higiene ou organização dos espaços, como os responsáveis por recolher os carrinhos de bagagem.
Presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), Rodrigo Maciel, afirma que não existe uma determinação oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa0 sobre o uso de máscaras e luvas para os aeroviários (que trabalham no solo) e aeroportuários (infraestrutura).
Segundo dados do sindicato, são mais de 20 mil trabalhadores no local. Com a ocorrência de 3,2 mil mortes e mais de 95 mil infectados pelo novo coronavírus, é normal a preocupação dos trabalhadores do aeroporto.





