A quinta-feira (12) começou com fortes turbulências no mercado, levando o dólar a R$ 5 pela 1ª vez na história. A disparada é reflexo do anúncio feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que classificou o surto como uma pandemia e a consequente proibição do presidente norte-americano, Donald Trump, proibindo viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias.
Logo às 10h08, a moeda norte-americana já subia 4,01%, chegando a R4 4,9110 e na abertura chegou a bater 6%. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,0277 – nova máxima nominal.
A alta recorde foi registrada mesmo após uma atuação mais forte do Banco Central no mercado de câmbio com uma oferta de até US$ 2,5 bilhões em moeda à vista, cancelando o anúncio inicial de venda de até 1,5 bilhão feito no dia anterior.
Pesou também no mercado de câmbio desta quinta-feira a derrota sofrida pelo governo no final da tarde anterior, após o Congresso Nacional derrubar o veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), com impacto estimado em aproximadamente R$ 20 milhões no primeiro ano.
A intensidade de alta do dólar nesta quinta, entretanto, diminuiu após o BC anunciar um leilão adicional de dólar em moeda à vista de até US$ 1,25 bilhão.
Em razão do impacto orçamentário da medida, o mercado enfrenta agora outro vetor de risco, do lado fiscal brasileiro, o que aumenta as incertezas sobre as relações entre Executivo e Legislativo, e sobre o ritmo de recuperação da economia brasileira.
Somado à tensão internacional, o “fato de Congresso e governo domésticos estarem em conflito aumenta pressão” sobre o real, destaca Jefferson Laatus, sócio fundador do grupo Laatus.





