Começou a valer nesta terça-feira (24) o período de quarentena definido pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria. A medida vale até o dia 7 de abril, podendo ser estendida ou não. Tudo vai depender da situação da pandemia do novo coronavírus no país.
Com o decreto, várias outras medidas foram determinadas, como o fechamento de comércio, bares, restaurantes e shopping centers. Desta form, sem saber por quanto tempo tudo ficará de portas fechadas, diversos setores já começam a calcular os prejuízos que a pandemia vai causar na economia brasileira.
Em Jundiaí a situação é a mesma de todo o Brasil, tudo fechado. Com a proximidade de datas festivas como a Páscoa e o Dia das Mães, que movimentam o comércio todos os anos, muitos estão preocupados.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), Edson Maltoni, os comerciantes de Jundiaí já estão sofrendo com a crise do vírus que chegou na cidade.
“Infelizmente o comércio de Jundiaí já está sentindo os impactos causados pela pandemia do coronavírus. Não é possível calcular os prejuízos porque ainda é muito cedo e atingirá de formas diferentes cada setor, ou seja, os supermercados, o comércio, atacado, varejo, restaurantes, indústrias, serviços entre outros”, afirma Maltoni.
Datas comemorativas
De acordo com Maltoni, Páscoa e Dia das Mães serão prejudicadas pela continuidade no enfrentamento do vírus, tendo em vista medidas extremas que estão sendo adotadas nos últimos dias.
“As vendas nas datas comemorativas como Páscoa e Dia das Mães serão afetadas especialmente porque seguiremos no enfrentamento da propagação do vírus com medidas de restrição por parte dos governos. Também há uma mudança no comportamento do consumidor e nas formas de consumo. Para exemplificar, se antes uma família presentearia uma criança com até 3 ovos de chocolate, provavelmente este número será reduzido. O mesmo acontecerá no Dia das Mães, mas não há como estimar em números esta porcentagem”, explicou o presidente do Sincomercio.
Como driblar a crise
Perguntado sobre como os empresários e microempresários podem tentar escapar da crise atual, Maltoni afirma que eles terão que buscar novas alternativas para o seu negócio.
“Para driblar esta crise, mais do que nunca, o empresário terá que se reinventar buscando soluções para manter seu negócio. Investir no comércio eletrônico, nas vendas em diferentes canais e serviços de entrega. Um bom exemplo que vimos nesta fase é a rede de supermercados Pão de Açúcar que criou um horário exclusivo para a frequência de idosos em seu estabelecimento. O empresário tem que olhar à frente, procurando formas de encarar este cenário para vencer os obstáculos”, conclui.





