Em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Prefeitura de São Paulo uniu forças com a Ambev, a Gerdau e o Hospital Israelita Albert Einstein para construir um centro de tratamento especial para pacientes infectados com o vírus.
O hospital receberá 100 novos leitos comuns que atenderão o público exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em um anexo ao Hospital Municipal M’Boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch, na zona sul de São Paulo, onde o Einstein já é responsável pela gestão.
Em nota, as obras já se iniciaram nesta terça-feira (24) e a nova unidade terá seus primeiros 40 leitos entregues nos próximos 20 dias. O local continuará em operação mesmo depois que a pandemia passar, pois será entregue à prefeitura e vai integrar a rede pública de saúde da cidade de São Paulo.
O investimento para a construção da unidade é estimado em R$ 10 milhões e os idealizadores buscam o apoio de mais empresas para transformar os leitos comuns em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
A Ambev, fabricante de bebidas, fará a gestão do projeto e arcará com os custos de construção, e informa que os leitos serão estruturados a partir de técnica de construção modular, criada pela Brasil ao Cubo, uma construtech brasileira.
Já o Hospital Israelita Albert Einstein ficará com a gestão do atendimento e disponibilizará para o novo hospital aproximadamente 200 profissionais, entre médicos e equipe multidisciplinar, para atendimento 24h.
Os novos leitos, segundo a administração, não serão para tratamento de casos graves, mas sim para pacientes que apresentem quadro estável, com leve insuficiência respiratória, mas que de alguma maneira precisem de internação.
A nova estrutura será montada no estacionamento da Unidade Morumbi, na Zona Oeste da capital paulista, e terá 30 leitos de clínica. Haverá mais 120 leitos, que ainda estão em negociação e serão montados em áreas externas.





