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domingo, 1 novembro, 2026

Chegou a vez do PSDB. STF desarquiva processos

Em meio a outros escândalos, tribunal desenterra processos contra ex-ministros de FHC

A podridão política não é privilégio do PT, citado, junto com o PMDB e outros partidos menores, em onze em cada dez escândalos de corrupção nos últimos anos. Agora chegou a vez do PSDB, até então feito vestal – o STF (Supremo Tribunal Federal) mandou desarquivar duas ações de improbidade administrativa. Elas envolvem ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso.
Voltam a responder à Justiça: Pedro Malan (ex da Fazenda), José Serra (ex do Planejamento), Pedro Parente (Casa Civil), além de diretores do Banco Central. As ações haviam sido arquivadas em 2008 por determinação do ministro Gilmar Mendes. A acusação: eles teriam dado R$ 3 bilhões a bancos quase falidos em 1994, casos do Econômico e Bamerindus.
Em uma das ações, o ex-ministros e os diretores do BC Gustavo Loyola, Francisco Lopes e Gustavo Franco foram condenados a pagar conjuntamente cerca de R$ 3 bilhões de indenização. A outra ação não chegou a ser julgada.
Se em Brasilia as coisas vão mal, em São Paulo continuam piores. O escândalo da merenda escolar continua fazendo estragos. Na terça, sete pessoas foram presas, dentre elas Leonel Julio, ex-presidente da Assembléia Legislativa de SP, e o atual presidente da União dos Vereadores do Estado (Uvesp), Sebastião Miziara.
As prisões são parte da Operação Alba Branca, que investiga a suspeita de fraude em concorrências da merenda escolar em 22 cidades paulistas nos últimos dois anos. O atual presidente da Assembléia, Fernando Capez, do PSDB, também está citado como provável beneficiário do esquema de propinas na merenda escolar.
Segundo a polícia e o Ministério Público, os suspeitos relataram esquema envolvendo pagamento de propina a funcionários públicos e deputados estaduais para que concorrências destinadas à compra de merenda escolar fossem fraudadas em benefício da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), com sede em Bebedouro.
De acordo com os interrogados, as propinas variavam entre 10% e 30% do total do contrato que seria firmado entre a Coaf e a prefeitura, e esse valor era acrescido no preço final, o que ocasionava um superfaturamento dos produtos negociados.
Os escândalos não param por aí. Os escândalos nas compras do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ainda não foram resolvidos. Quando explodiram, foram envolvidas empresas multinacionais, fornecedoras de trens e equipamentos, como a Siemens e a Alston. O caso ficou conhecido como Trensalão Tucano.
No começo de 2012, a Alston deu o ar da graça em Jundiaí ao expor um modelo de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Praça Governador, em frente a Catedral. O trem ficou exposto para visitação do público até 22 de abril daquele ano.
Na época, a Prefeitura pretendia implantar o sistema na cidade, e chamou as empresas interessadas por meio de edital, publicado em novembro de 2011. Havia até a intenção de se implantar o VLT ligando as cidades de Jundiaí, Campo Limpo e Várzea Paulista.
Há ainda a história das propinas vindas de Furnas Centrais Elétricas, que teriam financiado as campanhas de Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin. Esse desvio foi relatado em juízo pelo doleiro Alberto Youssef (preso em Curitiba) e assessores de políticos.
 

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