Comemora-se nesta terça-feira (7), ou deveria-se comemorar, o Dia Mundial da Saúde. Por esse motivo, sete entidades divulgaram hoje um manifesto intitulado “Pacto pela vida e pelo Brasil”. O documento foi encaminhado aos presidentes dos três Poderes e pede a união da sociedade, solidariedade, disciplina e conduta ética e transparente do governo no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.
No documento, as seguintes entidades assinam: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
O manifesto defende o isolamento social e afirma que é o “único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social”.
O documento pede que sejam desconsiderados os discursos que coloquem a prova a eficácia do distanciamento social e que coloquem em risco a saúde dos brasileiros.
O manifesto também faz sugestões de medidas para combater a pandemia, sem que a economia seja paralisada. Entre elas estão:
- a atualização e ampliação do Bolsa Família;
- a rápida distribuição do auxílio emergencial de R$ 600, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário;
- absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado;
- a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais;
- a liberação antecipada dos precatórios;
- a capitalização de pequenas e médias empresas;
- o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico;
- o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia.





