publicidadespot_img
29 C
Jundiaí
domingo, 1 novembro, 2026

MPF pede prisão preventiva de empresário e ex-secretário do PT

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta terça-feira (5), a prisão preventiva do empresário Ronan Maria Pinto e do ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores Sílvio Pereira. Eles tiveram a prisão temporária – com prazo de cinco dias – decretada na sexta-feira (1), na 27ª fase da Operação Lava Jato, Carbono 14. Nesta terça-feira (5), o MP pediu a conversão em preventivas, sem prazo de soltura.
“Em resumo, com o prosseguimento das diligências investigativas, constatou-se que parte dos valores emprestados fraudulentamente pelo Banco SCHAHIN a JOSE CARLOS BUMLAI se destinaram ao empresário RONAN MARIA PINTO, de Santo André, em esquema que teria contado com a participação de SILVIO JOSE PEREIRA, ex-secretário geral do PT”, diz a petição.
“Além disso, foi constatado o envolvimento dos investigados em outros fatos criminosos. RONAN MARIA PINTO já foi sentenciado a dez anos e quatro meses de reclusão por crimes contra a administração pública em Santo André, enquanto SILVIO JOSE PEREIRA foi denunciado pelo crime de quadrilha na AP 470 e foi apontado, recentemente, pelo colaborador FERNANDO MOURA como um dos beneficiários do esquema de distribuição de propina do Partido dos Trabalhadores da PETROBRAS. Fora isto, há suspeita concreta de que SILVIO JOSE PEREIRA foi agraciado por um veículo LAND ROVER da empreiteira GDK, também envolvida no esquema de cartel da PETROBRAS”.
O MPF também pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho de Ronan, dono de uma offshore, em Miami, nos Estados Unidos. Caso o juiz Sérgio Moro aceite o pedido, eles podem ficar detidos até um possível julgamento. Ronan Maria Pinto e Sílvio Pereira são suspeitos de se beneficiar do pagamento de propinas.

RONAN MARIA PINTO

Ronan é suspeito de receber R$ 6 milhões para não publicar no Diário da Grande ABC, do qual é proprietário, informações que ligariam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho à morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT). O dinheiro teria sido repassado por meio de um empréstimo feito pelo pecuarista e amigo de Lula, José Carlos Bumlai, junto ao Banco Schahin. Bumlai admitiu, em delação, ter feito um empréstimo de R$ 12 milhões a pedido do PT para pagar dívidas de campanha – empréstimo que não foi pago. Do montante do empréstimo, metade foi repassada à empresa Remar e, depois, a Ronan. Em depoimento na segunda-feira (4), Ronan negou a chantagem e disse que pegou R$ 6 milhões da Remar para pagar a compra de uma nova frota para a empresa de ônibus da qual também é proprietário.
A petição também cita outras denúncias contra Ronan. “O investigado foi condenado a mais de dez anos de reclusão pelos crimes de concussão e corrupção ativa relacionados aos desvios da Prefeitura de Santo André (sentença Anexo 39). Responde, ainda, a outro processo criminal por tráfico de influência (Anexo 47), também envolvendo a sua atuação junto à Prefeitura do município do ABC paulista, local do qual ainda atua como concessionário de serviço público. Destaque-se que há provas concretas de que RONAN MARIA PINTO se aproveitou de sua qualidade de concessionário do serviço público da região para se locupletar [enriquecer] indevidamente. Os registros juntados no anexo 50 evidenciam uma extensa lista de pendências do investigado com a Justiça Criminal”, diz o documento.

SÍLVIO PEREIRA

O ex-secretário-geral do PT também é suspeito de chantagem. Ele teria intermediado as negociações entre Ronan e o PT. Também há suspeitas de que ele teria recebido dinheiro de empresas investigadas na Lava Jato para não falar sobre o esquema de corrupção. Há indícios de que ele tenha recebido ao menos R$ 1,6 milhão e não há registro de prestação de serviços. Sílvio também negou as acusações em depoimento.
O documento também ressalta que “SILVIO PEREIRA participou diretamente do loteamento de 32 mil cargos comissionados do Governo Federal no início do Governo Lula, tendo influenciado na indicação de RENATO DE SOUZA DUQUE para a diretoria da PETROBRAS”. Ele também seria a pessoa que tinha contato direto com os empresários que mantinham contratos com a Petrobras para angariar propina para o PT. Sílvio também é suspeito de receber “uma espécie de mesada ‘Cala Boca’ do Partido dos Trabalhadores na época do Mensalão de contratos da OAS e UTC”.

Novo Dia
Novo Diahttps://novodia.digital/novodia
O Novo Dia Notícias é um dos maiores portais de conteúdo da região de Jundiaí. Faz parte do Grupo Novo Dia.

SUGESTÃO DE PAUTAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADEspot_img
publicidadespot_img
publicidadespot_img

Deixe uma resposta