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terça-feira, 1 setembro, 2026

Cientista da Incubadora de Jundiaí cria respirador de baixo custo

O cientista Milton Flávio de Macedo, da Incubadora Tecnológica de Empresas, com o suporte operacional do professor Adolfo Gabriel, do FabLab do Sesi, e o apoio científico da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), criou e desenvolveu um respirador de baixo custo para combate à pandemia do coronavírus. O projeto da startup já resultou em um protótipo, batizado de Moses.

Foram seis semanas de trabalho para o desenvolvimento de um equipamento simples e portátil, que vai atender às demandas nacionais e internacionais. O protótipo foi avaliado na última sexta-feira (24) por uma junta médica da FMJ e o próximo passo do equipamento é passar pelos os testes clínicos requeridos pela Anvisa.

Segundo o professor Adolfo Gabriel Franco, os impactos deste projeto serão muito positivos para a inovação tecnológica brasileira. “Nós brasileiros temos recursos acadêmicos, tecnológicos e sociais para desenvolver soluções inovadoras, sejam elas para qualquer situação, não dependendo de produtos importados e extremamente caros”, afirma.

Após a realização dos testes clínicos, a startup incubada planeja licenciar a tecnologia para fabricante interessado em produzir e distribuir rapidamente os equipamentos pelo Brasil.

Como funciona – O ventilador pulmonar é uma máquina para dar suporte respiratório a pacientes. Segundo as informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Coração, Pulmões e Sangue dos Estados Unidos, o respirador é usado nos casos em que a anestesia necessária para uma cirurgia dificulta o funcionamento dos pulmões ou de doenças que comprometam o sistema pulmonar, como a pneumonia e as lesões cerebrais.

A ventilação mecânica faz com que o oxigênio chegue até os pulmões, facilitando a respiração de pessoas que estão enfrentando dificuldades ou que perderam completamente essa capacidade. A máquina sopra ar rico em oxigênio para dentro dos pulmões do paciente a partir de um tubo. Uma das extremidades está conectada ao equipamento e outra ao corpo da pessoa que vai receber a ventilação.

Os tubos podem ser inseridos pela boca ou pelo nariz dos pacientes, mas também através de incisões na traqueia e laringe (na região do pescoço). Em internações mais curtas, é mais provável que os médicos optem por inserir os tubos pelo nariz ou pela boca.

Nos casos em que há uma previsão maior de hospitalização, pode ser que a equipe responsável prefira fazer a chamada traqueostomia e inserir o tubo por uma incisão na região da tranqueia, na base frontal do pescoço. O procedimento tende a dificultar a capacidade da pessoa falar ou se alimentar pela boca. Por isso, o uso do ventilador costuma ser associado à alimentação intravenosa, pelas veias.

O equipamento pode ser ajustado para se adaptar às necessidades de cada pessoa. Assim, ele pode ser programado para respirar em determinado número de vezes por minuto ou entrar em funcionamento somente quando a pessoa tiver dificuldades de captar o ar por conta própria. Além de levar o ar, os ventiladores também podem, se necessário, remover o gás carbônico e outros gases residuais da respiração dos pulmões do paciente.

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