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domingo, 1 novembro, 2026

Gás em botijão no Eloy: problema é maior

Leitores do Jornal do Eloy Chaves elogiaram matéria sobre o barulho dos caminhões, mas mostram mais

Na semana passada, o Jornal do Eloy Chaves publicou em editorial os problemas do barulho causado pelos caminhões de gás que circulam todos os dias pela região do Eloy, Ermida e Tannus. O jornal mostrou que, embora sendo região onde existe o gás encanado (Comgás), os vendedores de botijões não desistem de circular, sempre fazendo muito barulho e perturbando o sossego público.
A matéria provocou reações. Uma delas, de um vendedor de gás irado, indignado, que resolveu usar o telefone para xingar e ameaçar. Embora usando número restrito, o telefone já foi identificado e os telefonemas gravados. Foi o único caso. Outra parcela – 104 leitores – enviou emails ao jornal, elogiando a abordagem do problema e apontando outros.
O mais grave é a questão de segurança. Conforme apontado pelos leitores, alguns dos caminhões não estão preparados para transportar botijões de gás, uma vez que não carregam consigo um equipamento obrigatório, o extintor de incêndio.
Outros apontam a precariedade de alguns depósitos na região, sem segurança contra incêndios e explosões, mesmo estando próximos a residências. “Imagina um botijão exposto ao sol forte o dia inteiro – escreveu um leitor – oferecendo risco de explosão. O que faremos em nossas casas?”
Alguns questionaram também que tipo de treinamento recebem esses distribuidores de gás. “Há casos – escreveu uma leitora – em que vemos pequenos carros, caminhonetes, distribuindo o gás, dirigidos por gente que não tem noção de como contornar uma situação de emergência, no caso de incêndio ou explosão”.
Um dos leitores mandou também um comparativo entre o gás encanado e o gás dos botijões, tecnicamente GLP (gás liquefeito de petróleo). “Ele é mais leve que o ar e, por isso, se dissipa facilmente em caso de vazamentos, ao contrário do botijão. Uma característica do gás liquefeito de petróleo (GLP) é que ele é mais pesado que o ar e por conta disso não se dissipa com facilidade em caso de vazamentos. Como é derivado de petróleo, os danos causados ao ambiente são maiores. Uma forma de reduzi-los é verificar, na hora da compra, se o produto possui algum selo de eficiência, que ateste o menor impacto”.

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