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segunda-feira, 31 agosto, 2026

Bolsonaro sinaliza demissão de Regina Duarte da Cultura

A atriz Regina Duarte, que trocou a Globo pelo cargo de secretária de Cultura no governo Bolsonaro, pode estar correndo risco de ser demitida pelo presidente em menos de dois meses no cargo. “Só não dá para mudar o presidente e o vice”, disse Jair Bolsonaro, ao ser questionado sobre o desempenho da secretária.

Na semana passada, Regina voltou a ser alvo de críticas na mídia. Interlocutores identificaram que ataques vieram da reverenda Jane Silva, afastada pela secretária da pasta, do diretor da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, e de um grupo de artistas de esquerda, que está mobilizando a classe, por meio de WhatsApp.

Além disso, no dia 17 de abril, um grupo de artistas divulgou um vídeo cobrando explicações de Regina Duarte, secretaria especial de Cultura, pela demora para adotar medidas que auxiliem o setor cultural durante a pandemia de coronavírus.

“Cadê a Regina? Cadê a Regina? Gente, cadê a Regina? Alguém sabe onde está a Regina? Você viu a Regina por aí? Regina! Ô, Regina! Cadê Regina? Cadê o Fundo Nacional de Cultura? Gente, alguém por aí viu a Regina? Acorda, Regina! Ninguém sabe, ninguém viu. Regina, por que você sumiu? E aí, Regina Duarte, cadê você?”, diz o vídeo com aproximadamente 20 artistas.

Participam do vídeo nomes como o jornalista Celso Curi, o ator Renato Borghi e os diretores Elias Andreato e Ruy Cortez. A ideia partiu dos grupos Artigo 5º e Atac (Articulação de Trabalhadores das Artes da Cena pela Democracia e Liberdade).

Pressão de familiares

Por outro lado, segundo o jornal Folha de S.Paulo, Regina vem sofrendo pressão de seus familiares para deixar o cargo. Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, a pressão aumentou após o anuncio da demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça.

A atriz assumiu o cargo há menos de dois meses e vem sendo criticada pela classe artística pelo seu “sumiço” durante a pandemia e por seguir o discurso do presidente contra o isolamento social, medida considerada essencial para combater o avanço da Covid-19 no país.

A secretária não participou da coletiva que Bolsonaro deu na sexta-feira (24) após a demissão de Moro. Na ocasião, a maioria dos ministros e apoiadores do presidente estavam presentes.

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