O presidente Jair Bolsonaro voltou a apoiar manifestações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, no domingo (3). Durante o ato, que reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, o chefe do Executivo disse que tem o apoio das Forças Armadas e que “chegou no limite”.
“Peço a Deus que não tenhamos problema essa semana, porque chegamos no limite. Não tem mais conversa, ok? Faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço, e ela tem dupla mão. Não é a mão de um lado só não”, disse o presidente.
Além disso, Bolsonaro afirmou que nesta segunda-feira (4), vai nomear o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Em sua fala, Bolsonaro se referiu à decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem na direção da PF.
O presidente estava no Palácio ao lado de sua filha mais nova, Laura, e um dos filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Outros parlamentares bolsonaristas também estavam no local, como Bia Kicis (PSL-DF) e Hélio Lopes (PSL-RJ). Nenhum deles estava de máscara.
Carreata ignora isolamento social
A aglomeração de pessoas que estava na porta do Palácio fazia parte de uma carreata que havia acontecido antes na capital. A manifestação ignorou todas as recomendações de isolamento social como medida para tentar conter a pandemia de Covid-19.
Durante o ato Bolsonaro se manteve distante da grade de proteção. No entanto, em determinado momento uma criança criança passou pela grade e correu até o presidente para abraçar e tirar uma foto com ele. Minutos depois, a mesma criança levou outra para abraçar Bolsonaro e tirar fotos.
A manifestação também foi contra o ex-ministro Sérgio Moro, que tem sido alvo de bolsonaristas após deixar o cargo acusando o presidente de interferência na PF.





