O presidente Jair Bolsonaro negou nesta terça-feira (5) que tenha pedido a demissão do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, ao rebater uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, fez ataques à imprensa que o aguardava na saída do Palácio da Alvorada.
Sem responder perguntas, o presidente elevou o tom, aguçou seus apoiadores contra os jornalistas e chegou a gritar que os profissionais deveriam “calar a boca”.
“Cala a boca, não perguntei nada. Cala a boca, cala a boca. Não tenho nada contra o superintendente do Rio e não interfiro na PF”, disse Bolsonaro.
“O atual superintendente do Rio de Janeiro que o Moro disse que eu quero trocar por questões familiares, não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu, nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente”, afirmou o presidente sobre a polêmica com a Polícia Federal.
As ofensas de Bolsonaro à imprensa nesta manhã acontecem justamente em um momento de crise inconstitucional com o Supremo Tribunal Federal (STF), e depois de um fotógrafo ser agredido com socos, chutes e tapas por bolsonaristas durante manifestação em Brasília.
Antes disso, sem provas, o presidente atribuiu o fato a “algum maluco” que, segundo ele, possivelmente estava infiltrado no local e que deveria ser punido.





