A taxa de isolamento no estado de São Paulo na segunda-feira (4) foi de 47%. Na capital paulista, o índice chegou a 48%. Essas taxas estão longe do valor ideal para a prevenção contra a Covid-19, de 70%, e abaixo do valor mínimo recomendado, de 50%.
“Não é possível trabalhar com esse número. O número mínimo de 50% constantemente não vem sendo atingido. Nós precisamos melhorar isso todos os dias e teremos enormes dificuldades no prazo de um mês se esse número não for superior a esses 50%. Eu me refiro aos leitos disponíveis em toda a rede, especialmente a leitos de UTI”, disse o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingenciamento de Emergências para o Coronavírus em São Paulo.
Atualmente, a taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado de São Paulo é de 68,9% e na Grande São Paulo, de 86,9%. De acordo com o secretário estadual da Saúde, Jose Henrique Germann, houve uma leve queda na taxa de ocupação da Grande SP — nos últimos dias ela estava em cerca de 89%. Ele atribuiu a baixa no índice à entrega de novos leitos de UTI recentemente.
“O pacto federativo, o SUS, faz com que todos atendam a todos, mas nós vamos ter dificuldades crescentes para dar suporte aos pacientes do estado de São Paulo e aos pacientes de outros estados. Então eu reitero a gravidade do momento em que estamos vendo seguidamente a queda do nível de isolamento”, reforçou Uip.
Em todo o Brasil, o estado São Paulo é o mais afetado pela pandemia de Covid-19, com 34.053 casos e 2.851 mortes. Desses, 1.866 casos e 197 óbitos foram confirmados nas últimas 24 horas. Um aumento de 8% e 5%, respectivamente, em relação aos dados divulgados na segunda-feira (4).





