Comunicado em janeiro que não fazia parte dos planos da comissão técnica do Palmeiras, o meia venezuelano Alejandro Guerra se disse triste com o que chamou de falta de respeito do clube. O jogador tem contrato até o final do ano, mas não encontrou nova equipe desde que retornou de empréstimo do Bahia, em dezembro passado, e vinha fazendo treinos separado do restante do elenco.
“Estava treinando à parte, em outro horário. Isso não se faz com ninguém, é uma falta de respeito, em todos os sentidos da palavra. Se a equipe treina de manhã, eu treino à tarde. Se a equipe treina à tarde, eu treino de manhã”, disse o jogador.
“É uma falta de respeito comigo. Ninguém merece isso. Isso me deixa triste, me faz não confiar no meu potencial, no meu futebol. O que me dá forças é ficar com minha família em casa”. Antes de manifestar seu descontentamento com o Palmeiras, que defende desde 2017, Guerra revelou episódio em que abriu mão à toa de uma convocação para a seleção vezuelana, a pedido do clube.
“Chamei o diretor de futebol. Vocês disseram que me querem e não me colocam para jogar. Parece uma falta de respeito de vocês. Sabem que não vou viajar com minha seleção. Pediram calma, que eu estava com raiva. Fiz o sacrifício de não ir à seleção, depois tive lesões. Mas que atleta profissional não se lesiona?” questionou.





