A ex-candidata à presidência Marina Silva falou hoje, sobre os crimes de responsabilidade que acredita que Jair Bolsonaro já teria cometido como presidente da República e disse que o impeachment seria “um ato de legítima defesa” dos brasileiros.
“O impeachment é ato de legítima defesa. O Supremo, o próprio Ministério Público estão bem atentos. Até as Forças Armadas. O que eu entendi é que as próprias Forças Armadas desautorizaram os arroubos e devaneios do presidente da República. O Bolsonaro é um presidente que, o tempo todo, é desautorizado. Pelo STF, pelas Forças Armadas…”, disse Marina silva.
A também ex-ministra do Meio Ambiente afirmou ainda que Bolsonaro tem sido “desautorizado” por outras instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF), situação que, segundo ela, deixa o presidente sob risco de perda do mandato.
“Ele já está se entregando de mão para o Centrão para obter apoio político e com certeza não é para apoiar as medidas para o combate ao coronavírus porque isso o Congresso Nacional já está fazendo, independente de ser situação ou oposição, está todo mundo unido a favor da proteção da saúde. E ele está fazendo isso porque tem a espada do impeachment na cabeça dele no Congresso”, avaliou Marina.
De acordo com Marina, o presidente já cometeu crimes de responsabilidade contra a Constituição, contra a autonomia dos poderes, por tentar fazer tráfico de influência em instituições que não são de governo, são de estado, como foi denunciado agora pelo ex-ministro Sergio Moro, e por claramente se colocar ao lado de contraventores.
Ela ainda finaliza dizendo que o pior dos crimes já cometidos por Bolsonaro foi contra a democracia e contra a saúde pública.
“Ele faz esse estímulo para a pessoas romperem o isolamento social, ele está colocando em risco a vida de milhares, quiçá de milhões de brasileiros em função da contaminação”, completou Marina.





