A Estação de Francisco Morato, da CPTM, conhecida como estação de lata, está completando seis anos. Foi instalada provisoriamente em 2010, com promessa de que a antiga fosse logo reformada e entregue. Ficou na promessa.
A população de Morato depende muito do transporte ferroviário. Para acessar a plataforma ainda é preciso cruzar a linha do trem em uma passagem estreita ou enfrentar o caminho alternativo pelas escadarias.
Chamam a atenção os puxadinhos, obras de acessibilidade feitas nos últimos anos que completam o cenário de improviso. A CPTM afirma que um problema judicial causou o atraso.
A estação antiga, que contava com mais plataformas, ainda existe, mas não é utilizada desde o fechamento para as obras da nova estrutura.
CPTM
Questionada, a CPTM informou que a obra foi paralisada em 2014 pela Justiça a pedido da empresa vencedora da licitação. “O processo judicial foi extinto somente em outubro deste ano com a rescisão do contrato com a Heleno & Fonseca”. Agora, a Companhia está elaborando o edital da nova licitação, com previsão de publicação no próximo ano. A CPTM diz lamentar os transtornos provocados pela discussão judicial.
“Para garantir o atendimento à população até que a nova estação seja entregue, a companhia implantou uma estação provisória, com manutenção frequente, dotada de rampas de acesso para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida bem como de pessoal capacitado para orientar e auxiliar os usuários em sua locomoção”, diz a nota.





