O professor Wagner Andrade, de 34 anos, a economista Viviane Monteiro, de 32, e o bebê, de 5 meses, moradores de Irajá, na Zona Norte do Rio, enfrentaram momentos difíceis durante a pandemia de Covid-19. Mas o final da história terminou bem no ultimo dia 23.
Dom, o primeiro bebê do casal, se recuperou da forma mais grave da Covid-19 e foi para casa após 54 dias internado. Para comemorar a vitória, o garoto vai ter uma festa virtual em comemoração aos seus seis meses de vida. Toda a família vai poder acompanhar por videoconferência no próximo dia 14.
“Vivemos um momento mágico na hora da alta, porque por vezes a gente pensou que não traria mais ele para casa. Sair com nosso filho nos braços foi indescritível. Um misto de emoções: felicidade e medo, porque aqui (fora) está tudo muito tenso com esse negócio de Covid. Mas estou muito feliz. A equipe médica, técnica e de enfermagem foi maravilhosa”, contou Viviane.
Os pais fizeram a identificação, com a ajuda do hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na Zona Sul, das últimas pessoas que tiveram contato com eles e o bebê e acreditam que a criança tenha sido infectada durante uma ida à casa de parentes. O casal fez o teste e deu negativo para Covid-19.
“Que período difícil! O caso era grave e estávamos perto de um óbito. Entramos em desespero, mas deu certo”, contou Wagner, que ficou impressionado ao ver o filho entubado e sedado na UTI com quadros de disfunções cardíacas e respiratórias.
O paí precisou da ajuda de um psicólogo do hospital para conseguir superar os momentos mais difíceis e relatou que os médicos chegaram a dizer que um dos pulmões do filho estava comprometido e haveria necessidade de uma cirurgia.
Desafio inédito para equipe médica
A recuperação de Dom foi uma vitória não só para os pais do garoto, mas também para a equipe médica, que recebeu o paciente já com um quadro clínico gravíssimo. Nos quase dois meses em que esteve internado, o menino ficou 32 dias com ventilação mecânica, em coma induzido. Segundo a médica Cristiane Guimarães, coordenadora da UTI Pediátrica da unidade, o bebê não terá sequelas.
“A gente demorou para ver a recuperação respiratória, mas ele se comportou como um adulto. O que fez toda diferença foi a estrutura do hospital, fazendo com que a família ficasse ao lado do paciente. Os pais acompanharam e participaram o tempo todo das decisões. Conseguimos isolá-los num ambiente de UTI”, explicou a médica.





