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sábado, 31 outubro, 2026

Editorial: Que tudo seja resolvido logo

O país está parado há meses. A economia vai de mal a pior. A população sofre com falta de médicos, remédios, escolas, professores. Tudo isso tem uma razão de ser: a confusão política iniciada em Brasilia com os seguidos protelamentos de decisões. Há os que querem colocar a presidente pra correr. Há os que defendem sua permanência.
São opiniões antagônicas, mas que devem ser respeitadas. Não se trata de ser contra ou a favor do impeachment da presidente e seu vice. Se trata de resolver logo a situação para que voltemos à normalidade.
Ninguém é santo nessa história. O presidente do Senado, senhor Renan Calheiros, está enrolado até o pescoço com problemas, envolvido que está com corrupção e afins. O presidente da Câmara, senhor Eduardo Cunha, protela como pode sua situação. Ele pode ser cassado, mas sempre consegue adiar. Talvez fique. Mas é preciso resolver isso também.
Ministros não podem tomar decisões porque a chefe está indecisa, confusa, perdida. Deputados fazem o jogo que mais sabem, o de negociar conforme o apetite de cada partido por cargos e nomeações. Como norma, a corda estoura no lado mais fraco, o nosso.
O juiz Sérgio Moro não é culpado de nada. Está cumprindo seu papel e seu dever. Se alguém apontado como corrupto não quer ser investigado, é sinal que é mesmo corrupto. Se inocente, escancararia sua vida e provaria de imediato sua inocência. Se alguém duvida, que pergunte ao colega do lado se tem alguma coisa a esconder.
Usa-se a Justiça como nunca para barrar investigação, divulgação de telefonemas, futuros processos. E a Justiça se presta ao papel de ajudar protelar tudo, esticar prazos, e em alguns momentos, interferir no que não deveria.
Enquanto nada acontece, as fábricas diminuem seu ritmo, demitem, deixam de investir por causa das incertezas. O comércio deixa de vender porque o consumidor não consegue crédito, ou quando consegue, não tem certeza de manter o emprego e pagar a prestação. Se mantiver o emprego, não tem certeza de receber seu salário.
É uma encrenca sem fim. Políticos envolvidos nesse processo pensam somente no umbigo e não calculam o estrago que fazem para o país. Nunca se importaram, não será agora que irão se importar. Lembram-se que existe povo em época de eleição, quando despejam promessas de melhorar tudo.
Ninguém quer um ou outro partido, ou grupo político. Todos querem que tudo seja resolvido bem rapidinho, para que o país volte a andar. Como diziam os caipiras, ou …. ou desocupa a moita.

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