Não é de hoje que a Vila Arens tem importância no desenvolvimento da cidade. Nem é de hoje que faz a história dessa cidade. Só para lembrar: foi a partir da estação ferroviária que Jundiaí se industrializou; a partir daí também é que boa parte da produção de café do interior passou a ser exportada. Isso há 149 anos.
Depois do surgimento da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (na época São Paulo Railway), a cidade viu surgir a Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a Estrada de Ferro Sorocabana, cujos trilhos se assentavam onde hoje está a avenida dos Ferroviários.
O nome do bairro se deu por conta da oficina dos irmãos Arens, uma fundição que ali existia. A partir de 1874 instalaram-se as primeiras indústrias no bairro, e a Vila Arens tornou-se importante polo textil – havia fábricas como a Argos, a Milani e a Japi. Tempos depois vieram as indústrias de bebidas, como a Caldas (já extinta) e a Ferráspari, que ainda funciona no mesmo lugar.
A igreja, considerada uma das mais bonitas da cidade, começou a ser construída em 1934 e ainda tem instalado um órgão de tubos e o maior carrilhão de sinos da região. Também está no bairro, desde 1992, a Mesquita Omar Ben Abed Al Aziz, construída durante oito anos , por iniciativa da comunidade islâmica de Jundiaí.
Faltava porém ao bairro um jornal, e o grupo Cruz de Malta Editores Associados aceitou o desafio – a partir desta semana, o jornal estará presente nas casas de toda a região, englobando Vila Progresso, parte do Vianelo, Jardim Estádio, Agapeama etc. Não nos faltam experiência e dedicação – o grupo já edita outros dois importantes jornais de bairro, o Eloy Chaves e o de Vila Hortolândia.
O jornal tem como princípio divulgar o que há de bom nessa região, denunciar o que está a desejar, e criar, entre todos, um laço que identifique a comunidade. Tem também objetivo de divulgar as oportunidades comerciais, facilitando a vida de quem precisa comprar e quem deseja vender.
Não é um jornal eleitoreiro. O fato de haver eleições em outubro é uma coincidência com planos pré-estabelecidos. As eleições terminam, mas os negócios continuam. O jornal é neutro tanto para políticos quanto para religiosos ou outros grupos. Todos têm vez, todos têm direito a divulgar promoções e manifestar-se junto à comunidade.
Chegamos, e vamos ficar.





