A China atualizou o seu Diretório de Recursos Genéticos Para Pecuária e Agricultura, e alterou a permissão da criação de cachorros para consumo humano. Em maio, o país já havia anunciado que cães não deveriam mais ser incluídos na pecuária, ou seja, no grupo de animas que podem ser “alimentos”.
“Com o passar do tempo, as ideias de civilização e hábitos alimentares estão em constante mudança, e alguns costumes tradicionais sobre cachorros também vão mudar”, diz postagem feita no site do Ministério de Assuntos Agrícolas e Rurais.
Antes disso, duas cidades chinesas já haviam proibido o consumo de carne de cachorros e gatos, sendo elas Shenzhen e Zhuhai.
As novas medidas foram anunciadas pouco antes do Festival de Carne de Cachorro de Yulin, que é considerado bastante polêmico. A Humane Society Internacional estima que 10 milhões de cachorros e 4 milhões de gatos sejam mortos para consumo todos os anos no país.
Além disso, a organização ressalta que o festival foi criado em 2010 para aumentar as vendas da carne de cachorro na China.
Ao jornal The Guardian, uma porta-voz da HSI afirmou que as novas medidas representam “um momento decisivo para o bem-estar animal na China”.





