O Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo vai começar a testar o uso de plasma de pacientes curados da Covid-19 em pessoas que estão internadas com a mesma doença. O estudo já tinha sido autorizado em hospitais privados da capital, mas é inédito na rede pública da cidade.
O plasma é a parte líquida do sangue e o uso dele no tratamento já teve sucesso em surtos de outras infecções respiratórias, incluindo a pandemia de H1N1 (2009-2010).
Cerca de 40 pacientes vão receber de 400 a 600 ml de plasma. O estudo terá um grupo de controle com 40 pacientes que não vão receber as amostras. Os voluntários serão pessoas internadas em enfermarias e UTIs, com autorização de familiares.
“Nosso estudo pega os pacientes que ainda não foram entubados, até 48h depois de serem entubados. Isso é porque a gente quer pegar em um estado mais precoce. Uma das hipóteses é que o plasma teria um efeito antinflamatório, então o que a gente pensa é que, além de ter esse efeito da imunoterapia, de dar anticorpos para o paciente, ele teria componentes dentro do plasma que evitariam inflamação”, afirma Vanderon Rocha, diretor do Hemocentro de São Paulo.
O HC espera ter em mãos um estudo preliminar em até dois meses. Mas esse tempo pode ser reduzido, dependendo do recrutamento dos pacientes.





