De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são seis critérios para que possa haver flexibilização do isolamento social. Mas o Brasil deixa de atender alguns deles.
Dentre esses critérios estão:
- Os novos casos devem ser esporádicos e concentrados em determinados lugares, e em um nível que não faça o sistema de saúde entrar em colapso;
- O país deve testar em massa para identificar os casos e seus contatos, isolando e tratando todos eles;
- É preciso proteger especialmente locais mais vulneráveis a surtos, como favelas, por exemplo, e tomar medidas para reduzir o risco de transmissão do vírus em locais de trabalho;
- Impedir a importação e exportação de casos e garantir que a população esteja consciente e comprometida com as ações de combate à pandemia.
Segundo a Escola de Governança Blavatnik, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, o Brasil vai bem em dois critérios: a prevenção de casos importados e exportados, porque as fronteiras estão fechadas, e a conscientização da população, ainda que o isolamento tenha deixado a desejar.
Apesar disso, um dos primeiros critérios considerados para o relaxamento da quarentena é o país ter passado do pico da pandemia, o que ainda não aconteceu no Brasil, segundo a pesquisadora Beatriz Kira, uma responsável pelo estudo.
“O que também diferencia o Brasil dos outros países é que seu número de novos casos e mortes continua batendo recordes”, disse.





