Com a pandemia de Covid-19 e a crise econômica que têm afetado o Brasil, economistas apontam que o país deve demorar mais que os outros para recuperar a economia.
Mesmo com medidas adotadas para auxiliar a população durante a pandemia, como a implementação do auxílio emergencial de R$ 600 para desempregados e informais, a falta de organização levou muitas pessoas de baixa renda a se aglomerar nas agências da Caixa. As fraudes também só cresceram.
Outras medidas como as linhas de crédito para pequenas e médias empresas, não chegaram a se concretizar.
A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro despenque em 2020 e tenha uma recuperação tímida no ano que vem, com o impacto econômico das medidas de isolamento social implementadas para conter a covid-19. No biênio 2020/2021, o PIB deve cair 1,6%.
Um levantamento do pesquisador Marcel Balassiano, do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), aponta que o país ficará na 171ª posição entre 192 países. Na lista dos sul-americanos, apenas a Venezuela terá um resultado pior e deve ficar em penúltimo lugar. Por outro lado, a China, onde a epidemia começou, poderá crescer 5,1%.
“O Brasil vive uma crise de saúde e uma crise política ao mesmo tempo, isso não tem paralelo internacional. O otimismo do começo do ano com o País ficou para trás e os principais agentes preveem uma queda forte para a economia nacional este ano”, avalia Balassiano.





