Após 1 milhão de casos registrados em apenas oito dias em todo o mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a Covid-19 “continua acelerando”.
“Sabemos que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde, é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas”, afirmou o diretor geral OMS, Tedros Adhanom.
O alerta do diretor da OMS vem justamente no momento em que muitos países, inclusive o Brasil, estão flexibilizando as restrições de isolamento social.
Ainda na semana passada Adhanom afirmou que esta nova fase com menos restrições é “perigosa”, e que apesar de diminuir as restrições, o vírus continua se espalhando rapidamente e sendo “mortal”.
“Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias “, afirmou Tedros.
Futuras pandemias
Além do alerta, o diretor afirmou que os países precisam se preparar para novas pandemias que podem acontecer a qualquer momento, matando mais milhões de pessoas. Isso porque não estamos preparados, disse ele.
“Não sabemos onde nem quando acontecerá a próxima pandemia, mas sabemos que terá um impacto terrível sobre a vida e economia mundiais”, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Até o momento, a pandemia do novo coronavírus matou 468.724 pessoas em todo o mundo, de acordo com o levantamento da universidade americana Johns Hopkins nesta segunda-feira (22).
Os países mais afetados são Estados Unidos (119.977 mortos), Brasil (50.951), Reino Unido (42.717), Itália (34.634) e França (29.643), segundo a universidade.
Além disso, o Brasil já registra mais de um milhão de casos de Covid-19 e a América do Sul é o epicentro da pandemia mundial, com 20 mil mortos no México, mais de 8 mil no Peru e mais mil na Argentina.





