Enquanto se discute a capacidade ociosa ou não do Hospital Regional, a fila de gente esperando uma vaga não é pequena. As vagas são determinadas por uma central, em Campinas. É o caso da aposentada Josefa Antonio Cotiero, de 70 anos, moradora no Jardim Caxambu, em Jundiaí.
Josefa precisa de uma cirurgia para corrigir os pés – ela tem a popular joanete. É preciso serrar o osso para a correção, um pé de cada vez. No caso, duas cirurgias. Josefa reclama que sente muitas dores. Está há três anos na fila. Na última vez, fez todos os exames pré-operatórios (dezembro do ano passado) e três dias antes da data marcada a cirurgia foi cancelada.
Em março ela voltou, fez novamente os exames e a cirurgia foi marcada para o dia três. Não pode ser feita. O São Vicente não tem o equipamento necessário para o procedimento, e não conseguiu encaminhar Josefa ao Regional.
Problema também que afeta o transportador escolar Roberto Inácio de Arruda Morais, de 44 anos, morador do Jardim Tulipas. Desde os 17 anos ele não tem meniscos; em fevereiro de 2014 torceu o joelho. Resultado: ficou com o ligamento rompido e há pedaços pequenos de ossos que foram quebrados.
O São Vicente não consegue encaminhar o caso para o Hospital Regional. Acredita que o fato de receber muitos pacientes, inclusive de acidentes, torna difícil a cirurgia no São Vicente. Roberto conversou com médicos e tirou sua conclusão: “Me sinto sozinho, um médico disse que sou apenas mais um número”.





