O Ministério de Minas e Energia (MME) manteve extinto o horário de verão em 2020. Em 2019 já não houve mudança no horário, levando em conta os estudos da pasta, que apontaram pouca economia de energia elétrica no país. Além disso, estudos da saúde apontaram que a mudança afeta o relógio biológico das pessoas.
Em nota técnica publicada no dia 9 de julho, a pasta avaliou o resultado regulatório da extinção do horário de verão e disse que a economia de energia com a medida diminuiu nos últimos anos e já estaria perto da neutralidade, devido as mudanças no hábito de consumo de energia da população.
O horário de verão foi criado para aliviar o pico de consumo de energia, às 18h, e gerar economia enquanto a iluminação natural era mais aproveitada. Apesar disso, nos últimos anos o ministério verificou que o pico passou a ser no período da tarde, por conta do uso de aparelhos de ar condicionado quando o horário de verão não tinha influência.
A nota acrescenta que a descontinuidade da aplicação do horário de verão 2019/2020 implicou também redução do custo de operação do sistema elétrico e que, com a revogação dele, continuou ocorrendo redução de demanda no período noturno, “provavelmente pela alteração natural da luminosidade”.
“Este comportamento, provavelmente, está associado ao uso menor uso de equipamentos de climatização, em especial do ar condicionado, o que decorreu da melhoria das condições de conforto térmico aos consumidores de energia elétrica em seu período de descanso noturno, sem ter havido antecipação de uma hora”, diz a nota.





