
Um dos casos mais comentados em Jundiaí nesta semana teve um final feliz. A recém-nascida Zoe maria, abandonada na porta da igreja da Vila Arens, recebeu alta do Hospital Universitário onde estava recebendo os cuidados essenciais e foi adotada, na terça-feira (11), por uma família habilitada que aguardava na fila de espera de adoção.
Para isso, a Justiça considerou que, como a mãe abandonou a criança na igreja, dentro de uma mala, a menina foi deixada para que fosse adotada. A identidade dos novos pais foi mantida em sigilo.
A promotora da Infância e Juventude de Jundiaí, Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira, classificou o processo de adoção com uma a situação que pode ser assemelhada à entrega voluntária, conforme o artigo 19-A do Estatuto da Criança e do Adolescente.
“Muito embora a genitora da criança não tenha feito a entrega da mesma, diretamente ao sistema de Justiça, de modo a possibilitar sua oitiva por equipe interprofissional, o fato é que sua atitude está a revelar que, dentro de suas possibilidades e de seu contexto socioemocional, a genitora agiu com a intenção da entrega, eis que deixou a filha em um espaço de proteção (igreja), acompanhada de uma carta em que faz um apelo de cuidado e felicidade para a filha”, disse a promotora em entrevista ao G1.
Até o momento a genitora da criança ainda não foi identificada. Uma investigação está analisando as câmeras de segurança do bairro.





