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sexta-feira, 28 agosto, 2026

Estudo aponta que cavalos conseguem desenvolver anticorpo superpotente contra a Covid-19

Um estudo brasileiro que começou em maio deste ano verificou que soros produzidos por cavalos no tratamento da Covid-19 têm, em alguns casos, até 100 vezes mais potência de desenvolver anticorpos neutralizantes contra a doença. A informação foi confirmada pelo coordenador do projeto, Jerson Lima Silva, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


No começo, a pesquisa tinha como objetivo obter gamaglobulina purificada, material biológico mais elaborado do que soros antiofídicos e antitetânicos. Esse soro é chamado hiperimune ou gamaglobulina hiperimune porque os pesquisadores inocularam o antígeno, durante três semanas, nos plasmas de cinco cavalos do Instituto Vital Brazil (IVB), laboratório oficial do governo fluminense.


Os animais receberam uma proteína com parte do novo coronavírus e, após 70 dias, os plasmas dos equinos apresentaram anticorpos neutralizantes de 20 a 100 vezes mais potentes contra a Covid-19 do que os plasmas de pessoas que foram infectadas pela doença e se recuperaram, disse Jerson Lima Silva.


Patente


A partir dos resultados, foi feito um pedido de patente relativo ao processo de produção do soro anti-covid-19, por meio da glicoproteína da espícula (coroa) do vírus com todos os domínios, preparação do antígeno, hiperimunização dos equinos, produção do plasma hiperimune, produção do concentrado de anticorpos específicos e do produto finalizado, após a sua purificação por filtração esterilizante e clarificação, envase e formulação final.


O coordenador do estudo disse que o resultado da inoculação nos cavalos foi uma grande surpresa para os pesquisadores. “Os animais nos deram uma resposta impressionante de produção de anticorpos. Inoculamos em cinco e agora estamos expandindo para mais cavalos”, disse ele.


Os estudos comprovaram que o soro produzido por cavalos para tratamento da covid-19 é superior ao feito com plasma de doentes convalescentes. “A gente vê que o nosso anticorpo do cavalo, em alguns casos, é próximo de 100 vezes mais alto. Entre 50 e 100 vezes”, completou.

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