A obesidade tem sido encarada mundialmente como o problema de saúde número 1 em muitos países, isso se deve ao fato de que ela está associada a um grande número de doenças.
Longe de ser somente um apelo social, o estar magro está associado a ter menos problemas físicos e emocionais. Segundo os estudos científicos comprovaram, quando você elimina o excesso de gordura, você reduz a possibilidade de ser portador de diversas doenças, como demonstra a tabela abaixo
| Doença | Redução dos riscos |
| Enxaqueca | 57% |
| Depressão | 55% |
| Asma | 82% |
| Síndrome metabólica (tiroide) | 80% |
| Gordura do fígado normal | 90% |
| Gordura do fígado com fibrose (agressão crônica ao fígado) | 20% |
| Doenças cardiovascular | 85% |
| Diabetes tipo II (resistência à insulina) | 87% |
| Hipertensão (pressão alta) | 92% |
| Doenças venosas (vasos, veias e varizes) | 95% |
| Doenças degenerativas das articulações (juntas) | 76% |
| Gota | 77% |
Ainda dados de pesquisas demonstram que os obesos tendem a apresentar mais problemas psicológicos como consequência da obesidade, problemas estes que nem sempre recebem a atenção devida, tais como a solidão e frustração causada pelo abandono das pessoas que não entendem a dificuldade da pessoa em fazer coisas simples como andar rápido, sentar em qualquer cadeira, ficar de pé por muito tempo, etc.
Então, esse ser frustrado, por que não para de comer e emagrece?
Pesquisas indicam que a disfunção do mecanismo de saciedade que se encontra no cérebro, pode ser o responsável pela dificuldade em parar de comer enquanto houver comida disponível.
Além disso, segundo estudiosos do assunto, do ponto de vista psicológico, a alimentação compulsiva pode ser encarada como uma forma de lidar com problemas internos envolvendo baixa autoestima, vergonha, culpa, passividade e submissão, carência afetiva, falta de autocontrole, medo de não ser aceito e amado, dificuldade em lidar com o que o outro pensa sobre ele, dificuldade em aceitar que a forma como se alimenta é um problema e etc.
Sendo assim fica claro que o indivíduo pode buscar na comida o afeto e o companheirismo que tanto lhe faz falta. Isso sem falar na sexualidade, que pode ser reprimida por vergonha da exposição do corpo, e a obesidade ser usada como defesa dos impulsos sexuais ou como barreira para relacionamentos sociais.
Dificuldade em saber se o desconforto que estão sentindo é emocional, tais como ansiedade, tristeza, etc. ou se é de fome, também é uma característica das pessoas com obesidade, isso normalmente se confunde na infância quando a mãe coloca a chupeta ou a mamadeira na boca da criança antes de saber se o problema é fome.
Podemos dizer que para tratar a obesidade é necessário ter conhecimento do tipo de obeso que se apresenta a sua frente, pois não há um tipo, ou seja, tem aqueles que comem bastante, mas não de forma compulsiva e se tornam obesos; tem os que são compulsivos e que provocam o vomito (bulimia), mas tem também aqueles que não; tem os que comem tanto que chegam a vomitar; tem aqueles que comem muito e chegam a obesidade mórbida sem serem compulsivos e tem aqueles que por serem compulsivos também atinge essa faixa.
Portanto a equipe multidisciplinar e a terapia em grupo passaram a ser fundamentais para o tratamento e acompanhamento dessas pessoas, por exemplo, no Espaço Agir a obesidade é tratada em grupo com Coaching para emagrecimento, envolvendo técnicas da Programação Neolinguística, hipnose, constelações familiares e regressão, associada a sessões de acupuntura para alivio de dores e controle da ansiedade e saciedade e cardápios personalizados juntamente com acompanhamento semanal e palestras informativas de todas as áreas envolvidas.
Adriana de Castro Ruocco Sartori
Psicóloga, mestre em ciência da Psiquiatria pela USP, especialista em abuso, dependência e compulsão, terapeuta transpessoal, hipnóloga pela ACT – Institute de Milton Ericson , Consteladora familiar e empresarial pela escola de Bert Hellinger, formada em Cura Reconectiva e Coaching em emagrecimento pelo IbraCoaching.





