Desde janeiro, muita coisa mudou na vida de Joelma. Depois de quinze anos à frente da banda Calypso, a cantora deixou para trás o grupo, o nome Calypso e também o ex-marido, Ximbinha, com quem fundou o grupo no Pará, e se lançou em carreira solo. Nesses quase cinco meses, colocou nas lojas seu primeiro disco, que leva seu nome, começou a rodar o Brasil com uma turnê e passou por uma transformação estética significativa, sob a orientação de uma consultora de imagem, que a fez trocar o cabelo amarelado por madeixas platinadas, mais modernas – além de mudar o desenho das sobrancelhas, clarear e encapar os dentes.
O balanço de tudo isso parece claro para ela. “Nunca fui tão feliz em toda a minha vida”, disse em entrevista ao site da revista Veja durante sua passagem por São Paulo para o seu primeiro show solo na cidade, na semana passada, apesar da redução pela metade no cachê.
A cantora fala de quase tudo: seu novo disco, que mistura a já conhecida base do calipso com ritmos como pop e reggaeton, sua rotina, suas mudanças no visual e seus filhos. O único assunto proibido (por ela e por seus empresários e assessores) é o passado com Ximbinha. “De resto, pode perguntar tudo”.
Algumas músicas do novo trabalho falam de um amor que acabou – e a pergunta sobre a relação entre as letras e o casamento de Joelma, que durou dezoito anos e terminou no ano passado depois de rumores de traição e acusações, parece inevitável. “Gente, tudo o que eu for tocar agora vão dizer que é indireta”, diz ela, afirmando que até pensou em tirar algumas das músicas do álbum para evitar esse tipo de questionamento.
O encarte do disco, que chegou às lojas no final de abril, traz uma Joelma desenhada, no estilo de histórias em quadrinhos. Com figurino rosa e amarelo, pernas musculosas, cabelo esvoaçante e gigantescas botas cobrindo os joelhos, a cantora parece realmente uma heroína pronta para combater o crime. Segundo ela, o novo trabalho é quase um filho.





