O pedido se deu diante do avanço da pandemia de covid-19 no estado e lotação nos leitos de UTI. Pelo pedido dos 19 prefeitos, até supermercados ficariam fechados, com vendas apenas por delivery ou drive-thru. O atendimento pessoal seria somente em farmácias, estabelecimentos de saúde e de segurança pública.
“Momentos extremos exigem medidas extremas. Não sou a favor de lockdown, mas é a única coisa que poderia ter efeito, pelas experiências do mundo afora. A antecipação dos feriados (decidida pela Prefeitura de São Paulo), eu vejo só como uma prorrogação da fase de emergência, só tem mais impacto no setor trabalhista, na área jurídica. Do ponto de vista epidemiológico, entendemos que não fará efeito”, afirmou o prefeito de Santo André, Paulo Serra.
O prefeito e presidente do consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Paulo Serra (PSDB), afirmou que 19 dos 39 municípios da região metropolitana solicitaram lockdown ao governo do estado. “Um lockdown na região metropolitana só faz sentido se tiver coordenação e implementação pelo governo do estado. A gente vive em uma região onde as cidades são todas conectadas. As pessoas trabalham em uma cidade, se divertem em outra, compram em outra. As pessoas andam por todas essas cidades, e não faz sentido uma cidade individualmente decretar o lockdown”, disse.
Ofício do consórcio ABC foi encaminhado por meio do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi
Em nota, o Palácio dos Bandeirantes informou que o “Governo de SP reafirma a disponibilidade para o diálogo permanente e apoio aos prefeitos dos 645 municípios” e que dá “integral autonomia para que prefeitos adotem medidas mais restritivas do que as normas estabelecidas pelo Estado”.
“Dessa forma, as administrações municipais podem, a qualquer tempo, ampliar restrições de circulação e demais medidas da quarentena, sem depender de norma editada pelo Estado, de acordo com o cenário local de evolução da pandemia. A medida já foi adotada por municípios como Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, com apoio do Governo de SP”, respondeu o governo do estado.





