Se você gosta de um vinho, uma vodca, um uísque, vai se preparando – o governo vai aumentaro imposto sobre bebidas quentes a partir do dia 1º de maio. O aumento será de 5% na média, e tem como objetivo reforçar o caixa do governo. No ano passado, o governo já havia aumentado o imposto de cervejas e refrigerantes.
No caso das bebidas frias, houve não apenas a elevação de impostos, mas também a mudança no modelo de cobrança de PIS/Pasep, que passou para 2,32%, e a de Cofins, que foi a 10,68%. O IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) será de 6% para as cervejas e de 4% para as outras bebidas. As alíquotas são fixas e vão incidir sobre o preço do produto ao sair da fábrica. Assim, itens mais caros pagarão mais imposto.
Ao mesmo tempo em que visa cumprir a meta, o governo quer corrigir algumas distorções detectadas pela Receita Federal no mercado nacional – uma das possibilidades seria passar a cobrar o Imposto de Renda (IR) sobre lucros de multinacionais que são obtidos no Brasil, mas remetidos no exterior.
De acordo com um técnico, atualmente uma empresa nacional paga IR sobre seus lucros antes de distribuí-lo entre os acionistas. Já uma multinacional não tem que tributar lucros que vão para fora do país. Se essa empresa remeter os valores para os Estados Unidos, por exemplo, o lucro só será tributado no mercado americano. E só agora descobriram isso…




