Embora nem todos confiem nos censos feitos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os dados de 2010 mostram que a Jundiaí é dominada pelos católicos, que passaram de 242 mil em 2000 para 244 mil em 2010. Um crescimento pífio em dez anos, se comparado com o dos evangélicos, que foi de 45%.
Segundo o IBGE, em 2000 havia 55 mil evangélicos abrigados nas diversas denominações, como luteranos, batistas, presbiterianos – e aí estão incluídos os frequentadores de igrejas pentecostais, como a Universal. Em 2010, esse número passou para 80 mil.
Esses números não refletem a pura realidade. Muita gente se declara católica, mas raramente vai à igreja. São os chamados católicos por tradição, por terem nascido numa família católica e por terem sido batizados numa igreja católica. O que é diferente dos evangélicos – ou conhecidos popularmente como crentes – que frequentam a igreja regularmente.
Há também os que mudaram de religião pelos mais diversos motivos. Divorciados, por exemplo, não podem se casar novamente numa igreja católica. Outras religiões, evangélicas, aceitam o casamento. Há os que entendem mais facilmente a linguagem dos pastores, menos rebuscadas de que a da maioria dos padres.
A descrença religiosa, em muitos casos, é recuperada em igrejas evangélicas – algumas com promessas de conquistas materiais e de um lugar no céu. Padres, via de regra, evitam a todo custo esse tipo de pregação.
Mas Jundiaí tem mais gente do que se imagina seguindo outras religiões, segundo os mesmos dados do censo de 2010. São quase 15 mil espíritas, por exemplo. Há ainda os que seguem o Islamismo, o Judaísmo e o Hinduísmo. Mas há dados a contestar.
Frequentadores de Umbanda e Candomblé, por exemplo – o IBGE mostra que em 2010 havia 212 seguidores, o que não corresponde à realidade. Há mais gente batendo bumbo do que pensa o IBGE. E que havia quase mil jundiaienses sem religião. É melhor o IBGE refazer suas contas.





